Criança

Acidentes são a principal causa de mortes de crianças com mais de 1 ano no Brasil

Segundo dados do Ministério da Saúde, as mortes por acidentes caíram em 2%, mas as hospitalizações aumentaram nos últimos anos

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

acidentes de trânsito

Dia 30 de agosto comemoramos no Brasil o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes com Crianças e Adolescentes. A ONG Criança Segura divulgou, recentemente, a análise de dados do Ministério da Saúde sobre mortes e hospitalizações na rede pública de saúde de crianças e adolescentes de até 14 anos. Nos últimos anos houve uma redução acima da média na mortalidade por acidentes no Brasil: são 2,24% menos mortes por ano. No período anterior de comparação, essa redução não chegou a 1%.

O trânsito ainda representa a maior causa de mortes acidentais de crianças e adolescentes de até 14 anos. No entanto, entre 2012 e 1013 o número de óbtos foi reduzido em 6%. “Observamos que existe uma mudança no perfil da mortalidade infantil no trânsito”, explica Gabriela de Freitas, coordenadora nacional da ONG Criança Segura e responsável por essa análise.

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De acordo com ela, o atropelamento sempre foi o maior vilão entre os acidentes de trânsito que envolvem crianças, mas nos últimos 13 anos houve uma queda nesse índice. “Isso não tem necessariamente a ver com maior conscientização de segurança no trânsito, mas muito mais com a mudança no estilo de vida e incentivo para uso do carro”. Por outro lado, as mortes que envolvem apenas um veículo, como carro ou motocicleta, estão crescendo. Em 2013, pela primeira vez, as mortes que envolvem pedestres e as mortes que envolvem ocupantes de veículos se igualam.

Principais destaques

As mortes referentes à 2013 e as internações referentes à 2014 foram medidas pelo Datasus, sistema de dados do Ministério da Saúde, por isso só dizem respeito ao sistema público de saúde, que atende 80% da população do país. A análise foi segmentada por causa e faixa etária: menores de 1 ano, de 1 a 4 anos, de 5 a 9 anos e de 10 a 14 anos.

Nos últimos dois anos, os acidentes foram responsáveis por mais de 4,5 mil mortes e 122 mil hospitalizações de meninos e meninas de 0 a 14 anos, tornando a questão dos acidentes um grave problema de saúde pública. Os acidentes de trânsito, que incluem atropelamentos, passageiros de veículos, motos e bicicletas, representaram 38% destas mortes, seguidos de afogamento (24%), sufocação (18%) queimaduras (6%), quedas (5%), intoxicação (2%) e armas de fogo (1%). Outros casos não especificados representam 6% do total.

Sem dúvida, a idade da criança interfere muito no tipo de acidente predominante, porque cada fase do desenvolvimento infantil tem suas particularidades. Crianças menores de 1 ano são mais afetadas por sufocação, representando 70% dos óbitos. Mas o trânsito é responsável por 14% das mortes. De 1 a 4 anos, o afogamento atinge o maior número de crianças (34%) e os acidentes de trânsito representam 30% das mortes. Para as crianças maiores, os acidentes de trânsito representam metade das mortes.

De acordo com o Datasus, o governo brasileiro gastou cerca de R$ 83 milhões em 2014 na rede do SUS – Sistema Único de Saúde com o atendimento destas crianças acidentadas. Neste ano, mais de 122 mil crianças foram hospitalizadas em decorrência dos acidentes. A ONG Criança Segura analisou os acidentes que levam as crianças a serem internadas em 2014 e chegou á conclusão de que a principal causa são as quedas (47%), em seguida as queimaduras (16%) e mordidas de animais (12%).

“Destacamos que acidentes de trânsito, afogamento e sufocações tem uma representatividade mais baixa nas internações do que nos óbitos, pois são muito letais para as crianças. Nesses casos a ‘vacina’ mais efetiva é a prevenção”, completa Gabriela.

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