Criança

10 maneiras de economizar no material escolar

O número de itens é cada vez maior e os preços, nas alturas. Mas dá para se safar do stress e fazer uma compra boa, bonita e barata

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

 

Lápis de cor, caderno, régua, tesoura, folhas A4, livros… ufa! A volta às aulas se aproxima e vai dando até um arrepio de pensar no bolso. Segundo Patricia Costa, filha de Alice e Manoel, Supervisora da Área de Preços do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o período de maior aumento de preços dos itens escolares é o mês de janeiro. Os produtos com maiores diferenças de taxas entre um ano e outro e também com preços mais altos são os livros didáticos. Em janeiro de 2013, por exemplo, eles aumentaram 5,59% com relação a janeiro do ano anterior, e os materiais de papelaria (caderno, régua, tesoura etc.) subiram 1,24%. 

Valéria Garcia, mãe de Marina, Diretora de Estudos de Pesquisa do Procon-SP, dá mais uma informação impressionante: um mesmo item pode ter aumento de até 200% entre uma loja e outra. Tudo isso, segundo elas, se deve a fatores como a inflação, os custos de matéria-prima e a autoria de livros.

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Mas a gente sabe que a compra dos materiais escolares faz parte do processo de educação e dá gosto de ver a empolgação da criançada com as mochilinhas abastecidas. Por isso, com a ajuda das especialistas, preparamos uma lista de 10 dicas para fazer uma compra consciente e bacana.


A escola do seu filho é muito mais do que escolher o lugar certo

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Acabou a folga: 5 dicas para ajudar o seu filho a voltar à rotina

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1) Comparar preços

Dar uma olhada em diferentes lojas antes de comprar ou, se facilitar, nos sites dos estabelecimentos, pode resultar numa boa economia. Segundo Valéria Garcia, um dos maiores erros na hora de comprar os materiais escolares é se acomodar com apenas um preço e não ter pelo menos uma base de quanto eles custam. “Se os pais não fazem ideia de quanto custa uma caixa de lápis, por exemplo, eles não vão poder questionar, e vão deixar de economizar uma média de 10% a 15%”, diz ela. Mas, antes de comprar pela internet, verifique o preço do frete.

2) Compras coletivas

Reunir vários pais para fazer as compras é uma boa ideia, porque existe a possibilidade de comprar a preços de atacado. “Mesmo que sobrem materiais de papelaria, acaba valendo a pena e dá para guardar”, explica Garcia.

3) Negocie

Estar em grupo também facilita negociações com a loja, principalmente quando os pais, sozinhos, não tem o dom da pechincha ou ficam com preguiça de tentar. Mas, acompanhados ou não, na medida do possível é bom saber conversar, propor alternativas e ter jogo de cintura, inclusive para conseguir melhores condições de pagamento.

4) Alto lá

É direito e dever dos pais questionar as listas. É o caso de artigos como giz, papel higiênico e copos descartáveis, proibidos por lei a partir deste ano nas listas escolares. Valéria Garcia ressalta: caso o diálogo não funcione ao questionar a escola, os pais podem denunciá-la ao Procon.

5) Bom, bonito e barato

Muitos produtos sem procedência, como alguns vendidos em comércio ambulante, podem ter má qualidade e inclusive prejudicar a saúde e a segurança da criança. Economizar demais pode acabar custando mais caro lá na frente, já que na metade do ano já será hora de comprar outro item igual. “Recomendamos aos pais ver as embalagens antes de comprar. O produto que vem com as informações de composição e recomendações mostra que se preocupa com o bem estar da criança”, sugere Valéria.

6) Mãe, compra pra mim?

Você consegue resistir a esse pedido? As crianças de hoje são muito mais participativas nas decisões, mas é delicado decidir entre levá-las ou não nas compras. As especialistas recomendam que, independente de qual seja a decisão, haja sempre diálogo entre os pais e a criança. “A ideia é que os pais saibam do que elas gostam, mas as eduquem para que tenham consciência sobre suas possibilidades financeiras”, recomenda Valéria.

7) Reduzir

As quantidades pedidas podem ser um pouco extravagantes e muitas vezes desnecessárias. “Se a escola pediu 10 lápis pretos nº 2, por exemplo, os pais podem comprar uma parte, observar se a criança está utilizando e, se sim, comprar o restante depois e até em um momento fora do boom de preços”, diz Valéria.  

8) Reutilizar

O livro e a régua do irmão ou do colega mais velho estão em bom estado? Então uma coisa a menos na sua lista. Além de reduzir os custos, isso ajudará a criança a entender a importância de reaproveitar e que os objetos reutilizados podem ser tão legais e úteis quanto os novos. Quanto aos livros didáticos, apenas verifique se a edição é a mesma, ou não vai ter jeito a não ser comprar novos.

9) Reciclar

Iniciativa pouco adotada pelos pais, reciclar é outra boa ideia para conscientizar as crianças, além de reunir a família para criar materiais descolados. Uma sugestão é juntar folhas de cadernos usados e construir uma capa nova, ou montar um pequeno bloco de anotações.

10) Reservar um dinheiro

Tarefa difícil, principalmente depois das festas de fim de ano. Mas, para não ser pego de surpresa ou já começar o ano no negativo, reserve com antecedência um dinheiro para o material. É uma alternativa para quem não tem muito tempo disponível para comparar os preços.  

 

CONSULTORIA

Patrícia Costa, Supervisora da Área de Preços do Dieese e filha de Alice e Manoel

Valéria Garcia, Diretora de Estudos e Pesquisa do Procon-SP e mãe de Marina