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10 dicas para voltar às aulas sem complicação

Imagem 10 dicas para voltar às aulas sem complicação

Publicado em 30/01/2015, às 18h36 - Atualizado em 29/10/2021, às 07h42 por Redação Pais&Filhos


Encarar papelarias lotadas com aquela lista quilométrica de material escolar, desembalar-encapar-etiquetar tudo, deixar o uniforme nos trinques e resolver como as crianças vão e voltam da escola. Tudo isso pode dar uma dor de cabeça terrível se não for feito com antecedência e planejamento. Mas a verdade é que nada se compara àquela batalha que as mães travam contra a preguicite aguda que aparece em todo fim de férias. E quem tem filhos pequenos sabe: acontece mesmo. Dormir no horário marcado é chato, acordar cedo para ir estudar é uma missão quase impossível e entrar na rotina de novo, então, fica parecendo um verdadeiro castigo. Mas o importante é que essa transição das férias para a volta à escola não precisa ser tão brusca – nem para você, nem para as crianças. Pensando nisso, preparamos uma lista com 10 dicas que vão ajudar nessa preparação que pode ser tranquila e, acredite, até divertida.

Sem sair da linha

A adaptação gradual não deve se restringir apenas à hora do sono. Ir mudando os horários pouco a pouco é essencial para estabelecer uma rotina mais rígida, assim como colocar algumas regras. Por exemplo, definir melhor o horário das refeições e a hora do banho já vai trazendo de volta à criança a noção de obedecer uma rotina – passo importante para tornar a volta às aulas menos traumática. Entretanto, a psicóloga infantil e mãe da Maria Luiza e da Maria Eduarda, Daniella Faria, explica que o ideal é não tornar as férias um período em que “pode tudo”. “Dormir e acordar mais tarde faz parte, mas ainda assim é bom que os pais estabeleçam horários para determinadas coisas. Esse é um período que deve ser mais relaxado, mas as crianças não podem deixar de seguir regras de uma hora para outra”, afirma.

Na estica

Começar outro ano letivo significa também joelhos de calças rasgados e camisetas manchadas de tinta. Não tem jeito. Criança corre, brinca, limpa as mãos na roupa, se enche de areia no parquinho da escola… Então, essa é a hora de dar uma boa olhada nas peças de uniforme do ano passado. Se alguma ainda puder ser salva, ótimo! Se não, a única saída é comprar tudo de novo, e aí vem aquela velha dúvida: “quanto de cada coisa eu devo comprar?”.  Isso depende da idade do seu filho. Até os 5 ou 6 anos de idade, é importante que as crianças tenham sempre na mochila uma troca de roupa, afinal, acidentes acontecem. Em geral, cinco camisetas, três bermudas, três calças e dois blusões costumam ser uma quantidade suficiente. Já no ensino fundamental, cinco camisetas, duas bermudas, dois blusões e duas calças são os números indicados.

Para garantir que nada vai se perder para sempre na escola ou na casa dos amigos, é indicado colocar o nome da criança em tudo. Hoje em dia, há etiquetas de tecido que podem ser grudadas na roupa. É só colocá-las em contato com o tecido e passar o ferro sobre elas por 30 segundos. Prático e muito mais garantido.

Conhecendo os professores

Sabe aquela primeira reunião de pais e mestres que acontece antes do início das aulas? Ela é superimportante para que os pais conheçam os novos professores e entendam que tipo de linha pedagógica eles seguem. Claro que os colégios têm um sistema de ensino que deve ser seguido por todos os profissionais, mas, no fim das contas, cada professor é único e tem métodos e expectativas diferentes. Esse primeiro contato é essencial para entender isso e também para já estabelecer uma ponte de relação com alguém que terá papel importante na vida do seu filho.

Na ponta do lápis

Todo ano é a mesma coisa. Em janeiro, vemos dezenas de matérias sobre o aumento do preço dos materiais escolares e, mesmo assim, as papelarias ficam lotadas. O fato é que não precisa ser assim. Com a lista de materiais em mãos, vale dar uma boa pesquisada em diferentes lojas e até contar com  a ajuda das tecnologias. Para quem tiver disposição, juntar um grupo de mães e comprar os materiais básicos em grande quantidade pode render bons descontos. Uma dica que também pode ajudar a economizar é ir às compras sem as crianças. Até pode parecer um pouco chato, mas com certeza vai muito tempo.

A quatro mãos

Tudo comprado, chega a etapa da qual muitas crianças adoram participar, nem que seja só de brincadeira. É a hora de encapar os cadernos, etiquetar, colocar nome em tudo que possa ser perdido ou trocado por engano. E aí vale uma dica: coloque nome em tudo mesmo – desde o material de uso diário até aqueles para aulas especiais, como os pincéis para artes ou a touca de natação. Crianças ainda não são muito organizadas e é fácil perder os objetos ou guardar as coisas dos colegas sem querer.

Nesta etapa, é aconselhável que os pais chamem os filhos. “A criança precisa participar, ela tem que saber quais materiais vai usar e o que ela está levando na mochila. Isso é importante para que ela não caia na sala de aula ‘de paraquedas’ e também para começar a criar a noção de dever. Afinal, a gente só se torna responsável se aprende desde a infância”, diz Eloisa Lima, psicopedagoga e mãe do Bruno.

A caminho da escola

Resolver como as crianças vão e voltam da escola também exige planejamento, para ninguém passar aperto quando as aulas forem retomadas. Seja escolhendo o transporte escolar, uma caminhada a pé, um rodízio de caronas entre os pais ou o que for mais conveniente, o importante é ter em mente o tempo de deslocamento entre a casa e a escola e pensar em tudo com antecedência. Alguns colégios oferecem transporte escolar, enquanto outros terceirizam esse serviço. De qualquer forma, é essencial que os pais avaliem bem o serviço que vão contratar. Conversar com o motorista, observar a estrutura do veículo, ver se ele tem todos os cintos e saber se tem alguém, além do motorista, para olhar e ajudar as crianças, são os passos básicos. Buscar indicação de outros pais é outra dica.

Já para a cama

Depois de dois meses dando aquela esticadinha no videogame à noite e acordando mais tarde, é normal não conseguir acordar cedo logo no primeiro dia de aula e passar a semana toda com sono. Isso acontece porque a mudança, quando é feita de um dia para o outro, acaba sendo muito brusca, e aí o corpo leva um tempo para se adaptar. Normal.

O melhor é ir mudando o horário de dormir alguns dias antes do final das férias. Assim, quando chegar a hora, vai ficar mais fácil acordar com disposição. “O ideal é ir colocando o despertador 15 minutos mais cedo a cada dia, assim não tem briga e a adaptação vai acontecendo aos poucos”, aconselha a psicóloga infantil Daniella Faria, mãe da Maria Eduarda e da Maria Luiza.

Colégio novo

Uma mudança que pode ser um verdadeiro pesadelo a muitas famílias é a troca de escola. Muitos pais não sabem se devem fazer a escolha de um novo colégio sozinhos ou se é melhor levar os filhos e ouvir a opinião deles. É verdade que cada família tem uma dinâmica diferente e sabe o que é melhor para si, mas a psicopedagoga Eloisa Lima aconselha deixar essa decisão apenas entre os adultos. “Quem tem que escolher a escola são os pais. Levar as crianças só cria expectativas e gera uma ansiedade desnecessária. O que eu vejo é toda uma situação de stress causada pela antecipação do desconhecido”, afirma.

O dia anterior

E, então, chega a última e esperada etapa. É a hora de separar os cadernos, colocar todos os lápis novinhos dentro do estojo, ver os últimos detalhes e arrumar a mochila. Pode até parecer algo corriqueiro, mas essa é uma oportunidade e tanto para você aproveitar e ter aquela conversa com seu filho sobre o novo ano letivo que se inicia, dizendo, por exemplo, que você espera que ele se esforce para tirar boas notas, melhore na matemática e capriche na lição de casa. Claro, tudo sem cobranças e com muito amor e carinho.  &


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Educação

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