Criança

10 dicas para evitar queimaduras na sua casa

Especialista explica quais são as situações mais perigosas pelas quais passamos em casa e como evitá-las

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Todos os anos 1 milhão de pessoas são vítimas de queimaduras. A maioria, cerca de 80%, se acidenta em casa, em situações do dia a dia. E do total, 40% tem menos de 10 anos. Ou seja, esse é um assunto que merece total atenção de pais e mães.

Conversamos com o cirurgião especializado em queimaduras do Centro de Trauma do Hospital 9 de Julho, Luiz Phillipe Molina, pai de Gabriel e João. Ele contou quais são os eventos mais comuns e como evitá-los:

1. Sopa quente queima mais que água quente – “Quando a água cai, ela se resfria e escorre, sem ficar muito tempo na região. Já o caldo da sopa é grosso e fica mais tempo em contato com a pele”, explica o cirurgião. O mesmo comparativo serve pra outras comidas muito quentes e café, por exemplo, que é quente mas também escorre.

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2. A primeira coisa quando queimar: água, muita água – A água usada deve estar na temperatura ambiente, que é de mais ou menos 25ºC. Isso porque, de acordo com o cirurgião, a água fria evita que a queimadura continue lesionando a pele nas camadas intermediárias que ela tem. Se a queimadura for pequena, como por exemplo na mão, leve a criança para a torneira. Se for mais grave, já para o chuveiro direto. Depois do banho, toalhas e roupas limpas, pra evitar infecção.

3. Borra de café na ferida e teia de aranha na ferida? – É uma lenda antiga do interior e algumas pessoas ainda usam. Mas acredite: não só não resolve como piora ainda mais a situação. “O local já está frágil e sujeito a infecção. Colocar uma coisa suja sobre ela só piora”, alerta o especialista.

4. Pasta de dente e pomada também estão proibidas – Primeiro, porque ao chegar no hospital a meleca vai precisar ser retirada pra limpar. Segundo, porque podem irritar ainda mais a pele. “Eles podem conter produtos químicos que não se sabe o que vão causar”, diz Molina.

5. Gelo também não pode – E porque água fria pode, então? “Porque o gelo também queima, como o fogo, mas por temperatura negativa”, explica o cirurgião.

6. Ao aquecer a comida da criança no microondas ou a água do banho, prove sem ela no colo – Segundo Molina, se a mãe errou na mão e na hora de provar na pele de fato estava quente demais, a tendência é que ela faça um movimento de defesa com os braços e derrubar no filho sem querer. “Às vezes ela não sente mesmo”, alerta.

7. Fios de tomada o mais escondidos possível, principalmente se forem velhos – “Os fios de mais tempo costumam ser mais endurecidos e apresentar pequenas rachaduras. Se a criança morder o fio, com o o contato com a saliva, que é um bom condutor de eletricidade, ela pode queimar a boca”, alerta. No caso de tomadas sem fio, opte pelas tampas, que são muito baratas.

8. Cuidado com velas, fósforos e isqueiros em casa – O ambiente pode ficar super gostoso com velas no quarto do bebê, mas o cirurgião alerta: o colchão e a manta do berço podem ser as primeiras vítimas. Fósforos e isqueiros sempre longe das crianças. O mesmo alerta vale na hora de acender a churrasqueira: no clima de festa em família, os pais podem não perceber que jogar álcool no carvão e crianças por perto não combinam.

9. Panelas com os cabos sempre virados pro lado de dentro do fogão – Assim a criança que está passando espoleta pela cozinha não corre o risco de bater as mãos no cabo e a panela virar com o que tiver dentro.

10. Se for usar ferro de passar ou chapinha de cabelo, não use toalhas sobre a mesa – Se ela for muito comprida, a criança pode puxar e o que estiver em cima pode cair.

 

Consultoria: Luiz Phillipe Molina, pai de Gabriel e João, é cirurgião especializado em queimaduras do Centro de Trauma do Hospital 9 de Julho