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O que você, nesse período pós-pandemia, espera para 2023?

Procuramos entender o que as famílias esperam para 2023 - iStock
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Publicado em 20/12/2022, às 08h23 por Dado Schneider, Valesca Karsten, Marisa Eizirik e Bia Borja


O ano de 2022 foi difícil, apesar de trazer mais tranquilidade, mas ainda apresentou muitos desafios nesse período pós-pandemia. Foram necessários esforços para recuperar modos de vida, experiências e construir outros. Os reflexos ainda são latentes nos lares, nas relações e nas pessoas. O grupo PAISdemia foi perguntar: “O que você, nesse período pós-pandemia, espera para 2023?”

Pensamentos de uma mulher negra sobre a importância da representatividade e edução antirracista
Procuramos entender o que as famílias esperam para 2023 (Foto: iStock)

Léo Cunha, escritor, 56 anos. Pai do André, 14 anos e da Sofia, 22, mora em Belo Horizonte/MG: “Como pai de um adolescente (14 anos), espero que os jovens consigam retomar a plena interação com os amigos e colegas. Como escritor, torço para um maior equilíbrio entre a vida on-line e as atividades off-line de cultura – com mais cinema, mais teatro, mais brincadeiras na rua e, claro, mais livros”.

Renata Carneiro, empresária e nutricionista, 46 anos, mãe do Rafael, 3 anos. Moram em São Paulo/SP: “Para 2023, espero mais equilíbrio mental e emocional, leveza e paz de espírito, alimentação e estilo de vida saudáveis para manter a imunidade em alta, priorizar atividades físicas e coletivas, qualidade de tempo com a família, gratidão a vida e sabedoria na educação de meu filho. E que as pessoas continuem resgatando o brilho nos olhos e a alegria na alma, apesar das dores, perdas e provações da pandemia. Que a pandemia tenha deixado o legado de que o coletivo e respeito ao próximo devem sobrepor ao individual”.

Vinícius Simonato, empresário, 35 anos, e Thiany Canellas, fisioterapeuta, 33 anos, pais da Alice, 1 ano e onze meses, moram em Balneário Camboriú/SC: “Como pais, temos a clareza da importância da escola presencial para a vida da nossa filha, mesmo sabendo que o objetivo na idade dela não seja o educativo, mas, sim, a interação com outras crianças. Percebemos na Alice o quanto ela ama ir para a escolinha, o quanto gosta de estar com os coleguinhas, de ter o seu espaço privado, até mesmo longe dos pais. Nós pensamos nas crianças, lá na frente, como vai ser a repercussão do que viveram no período do isolamento por causa da pandemia. Como pessoas, nos damos conta da importância de cuidarmos do corpo, da saúde, da prática de atividades físicas. Percebo que as pessoas foram obrigadas a se atentar para a saúde, hábitos mais saudáveis, empatia. Tivemos esse ganho com a pandemia, no nosso ponto de vista, um mundo mais unido, em tese”.

Galeara Matos de França, psicanalista, membro do Corpo Freudiano de Fortaleza, mãe da Thais, 41 anos e do Thiago, 43 anos, e avó da Sofia, 9 anos, mora em Fortaleza/CE. O que espero para 2023:

  • A- Amor Ação
  • B- Bondade, beleza
  • C- Conscientização
  • D- Doação.
  • E- Educação
  • F- Felicidade
  • G- Gratidão
  • H- Habilidade para bem viver e Conviver.
  • I- Igualdade
  • J- Janelas abertas
  • L- Liberdade
  • M- Minorias em ascensão.
  • N- Namoro sem discriminação
  • O- Oportunidades
  • P- Possibilidades para os povos originários
  • Q- Qualidade de vida
  • R- Risos abundantes
  • S- Saúde (sem Covid)
  • T- Tolerância
  • U- União
  • V- Validação do amor
  • X- (X) Chamego
  • Z- Zelo por todas as coisas que espero para 2023.

Resumindo: que 2023 seja o ano que marque um Novo Tempo para todas as pessoas.

João Eudes Moreira da Silva, pai e avô, professor com 45 anos de experiência no magistério, mora em Fortaleza/CE. O que espero para 2023:

  • 1. Saúde – que seja um ano de muita SAÚDE para todas as pessoas.
  • 2. Solidariedade – que seja um ano em que a SOLIDARIEDADE seja a marca do povo brasileiro.
  • 3. Harmonia – se faz necessário e urgente que em 2023 a HARMONIA se faça presente nas famílias, entre os amigos e na sociedade brasileira.
  • 4. Paz – é desejável que a PAZ seja um objetivo comum de todas as pessoas e de todos os países do mundo.
  • 5. Ambiente – que em 2023 todos estejamos cada vez mais conscientes que a preservação do AMBIENTE é uma tarefa de todos.
  • 6. Justiça Social – que em 2023 sejamos capazes de contribuir para diminuir as desigualdades sociais tão gritantes no Brasil.

“Que em 2023 tenhamos consciência que a SAÚDE, a SOLIDARIEDADE, a HARMONIA, a PAZ, e o cuidado com o AMBIENTE são fatores fundamentais pra uma maior JUSTIÇA SOCIAL”.

Tino Freitas, 50 anos, escritor e músico, pai do Pedro, 25 anos, mora em Brasília DF: “No campo da educação infantil e Ensino Fundamental, espero, principalmente, que as crianças possam desfrutar com mais naturalidade o contato com o outro, ao vivo, sentindo e convivendo melhor com o que lhe parece diferente: ideias, cheiros, histórias e canções, por exemplo. E que o contato com a Arte, que nos entreteu diante das telas digitais nos tantos dias de isolamento, possa se dar mais e mais no cotidiano, na escola, em casa, na rua, aguçando nossos sentidos para o que nos torna mais humanos. Em resumo, que em 2023 possamos construir novas histórias juntos a partir do convívio com o outro e com a Arte”.

Ana Paula Ferreira de Mello, professora e mestre em educação, mãe do Leonardo, 7 anos, e do José Antônio, 22 anos, mora em João Pessoa/Paraíba: “Caminhar para uma sociedade mais justa, igualitária e que nossos filhos sejam filhos de todos. Que a paz e o amor verdadeiro sejam princípios em qualquer ambiente de nossa sociedade. Que as ideias dos educadores e educadoras sejam para valorizar as nossas crianças. Os conhecimentos científicos sejam para o bem do nosso planeta, que os nossos povos originários sejam tratados com respeito, amor e cuidado. Que a humanidade tenha consciência sobre as questões climáticas, que os poderosos olhem para o caos e parem imediatamente com a exploração ambiental. Desejo a todas e todos um mundo de abundância e amor”.

Deborah de Oliveira Gandolfi, 61 anos, empresária na área do turismo, mãe da Bárbara, 26 anos, mora em São Paulo-SP: “Penso 2023 como um ano de adaptação pessoal e profissional. Seguirá como um ano desafiador, porém, espero ser mais leve, mesmo com a perspectiva de seguirmos nos adequando e nos ambientando nesse mundo cada vez mais acelerado. Imagino que as viagens serão ainda mais frequentes, visto que a pandemia nos conectou com a importância de valorizarmos mais esses espaços de descanso e respiro”.

Manuela Barbosa, 43 anos, psicopedagoga, mãe do pet Teobaldo, 2 anos e meio, mora em Recife-PE: “A pandemia me fez refletir sobre muitas coisas, dentre elas, como encarar as expectativas. É comum que ao chegar próximo do final de um ciclo/ano, façamos planos para o ciclo/ano seguinte, repensemos nossas metas e sonhos. Para 2023, espero que possamos ter medidas mais eficazes de conviver com o vírus que causou essa pandemia, a ponto de não precisarmos mais do medidas mais rígidas de distanciamento. Ainda sinto falta de estar junto, abraçando as pessoas, sorrindo e vendo sorrisos sem precisar cobrir parte do rosto”.

Cláudio Nascimento, mercadólogo e especialista em políticas públicas, casado com a Isa Vasconcelos há 30 anos. Isa é especialista no ensino de língua inglesa e estudante de psicanálise, pais de Yuri, 25 anos, do Arthur, 21 anos e da Beatriz, 18 anos, avós de Lucca, 4 meses: “Do ponto de vista dos planos pessoais e profissionais, me percebo fazendo planos e pensando alternativas para cada um deles. A certeza de que coisas inesperadas e com grandes proporções podem acontecer, por vezes, tornam até difícil tomar decisões com antecedência. Espero conseguir manter o equilíbrio entre planos e expectativas, sem desanimar ou ansiosa com as incertezas do porvir. Desejo que todas as pessoas possam aprender a esperança em 2023”.

Humberto Gomes de Freitas, professor e psicanalista, pai do Esdras, 45 anos e da Micaela, 42 anos, mora em Recife-PE: “Espero nesse período pós-pandemia,  que cada vez mais os humanos entendam que o mundo mudou, para que todos se tornem mais livres, e haja mais compreensão por parte dos empregadores que trabalhos vários podem ser feitos de qualquer lugar para qualquer lugar, sem a pressão do bater o ponto. Que haja muito mais conjunção de tecnologias na Medicina para o bem geral de todos, mais acesso às mídias pelos que estão em situação de maior vulnerabilidade, mais igualdade de oportunidades; mais respeito mútuo entre etnias, políticas, religiões; mais cooperação entre nações de qualquer parte do mundo; menos violência contra as mulheres, e geral;  menos doenças, menos guerras, se possível zero guerras. Espero o início de um mundo melhor, regido por compaixão, empatia, solidariedade, progresso na educação e nas artes de todo tipo. Durante a pandemia nos deparamos com os nossos maiores medos: o medo do desconhecido e o medo da morte. Essa incerteza de não saber se viveríamos ou o que nos aguardava numa próxima etapa da vida, nos trouxe também uma reflexão necessária: o que é que realmente importa?

Depois desse longo e tenebroso inverno, entramos no período “pós pandemia”. O que ficou? O que mudou? Ainda estamos nessa busca por respostas, mas uma coisa é muito perceptível. As relações fortes e sinceras nos salvaram. Nos salvaram da solidão, da dúvida, da dor de muitas perdas, nos salvaram de nós mesmos e das várias tentativas de auto sabotagem, nos trouxeram um equilíbrio necessário em tempos tão difíceis.

O que compreendemos diante desse cenário é que temos que nos desconstruirmos e nos construirmos todos os dias para vivermos relações que nos levem a lugares e dias melhores. Aproveitamos para citar o querido e sempre certeiro Rubem Alves: “Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses”.

Juliana, 46 anos, terapeuta holística, mão da Sara, 7 anos, e do Matheus, 14 anos, mora em Brasília/DF: “Eu espero mais ar, mais respiração. Que as pessoas possam respirar calmamente e exercitar o alívio. Estamos muito cansados, exaustos ainda com os reflexos da pandemia e tem também o cansaço da euphoria. De repente, o mundo está abrindo e queremos fazer tudo ao mesmo tempo. Buscar o tempo perdido, viver o que não foi vivido em 2020, 2021. Vi muitas pessoas em 2022 tentando recuperar – a todo custo – o que foi perdido nos anos anteriores. Vi muita gente em luto, sem saber como lidar com a perda. Precisamos respirar, ter calma, resiliência e fé. Que as pessoas não se esqueçam da espiritualidade. Do viver em comunhão. Que as pessoas prestem mais atenção nos seus filhos. Essa geração que viveu a pandemia, nunca mais se esquecerá das perdas e dos ganhos desse período. Precisamos olhar atentamente para eles, mas antes nos equilibrarmos”.

Alex, 47 anos, servidor público, pai da Maria 4 anos, mora no Rio de Janeiro/RJ: “Eu desejo paz. Até hoje não me conformo com a minha separação, não aguento mais a hipocrisia de algumas pessoas e a falta de noção de outros. Não sou um bom exemplo de quem vai trazer uma mensagem de esperança, porque até hoje estou tentando lidar com os danos na minha cabeça. Sofri muito nesse período, foi difícil. Sei que preciso de ajuda e estou buscando ajuda. Minha filha está bem, apesar de tudo, faço o que posso para ser um pai presente e um homem bom para ela. Mas quando estou sozinho, sofro muito, me finjo de forte, mas não estou. Estou ainda dilacerado por dentro de ter perdido amigos, o meu casamento e não ver muita alegria na vida, além da minha filha. Mas vou continuar lutando”.

ESPERANÇA e DESEJO são as palavras mais repetidas ao longo dos depoimentos. Vale lembrar que somente a esperança fica retida na Caixa de Pandora. No fundo da caixa resta apenas a esperança, que permite a nós, humanos, desejar, sonhar, viver e lutar, para realizar nossos desejos e ir em busca dos sonhos. Desejar é exercer uma força ativa para enfrentar as inúmeras dificuldades, como as impostas pela pandemia da COVID-19 e criar condições para ultrapassá-las. Como diz Alex, é preciso continuar lutando, desistir nunca. Sonhar e persistir, sempre.

Confira tudo o que rolou no 14º Seminário Internacional Pais&Filhos


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