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Furar a orelha do bebê: para detalhe ficar fofo, cuidado com infecções

Siga nossas recomendações antes colocar um brinco na orelha da sua filha

Redação Pais&Filhos

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(Foto: Shutterstock)

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Os brincos nas orelhinhas das bebês ficam um charme. Para não tornar o acessório um problema, no entanto, é preciso prestar atenção na hora em como o furo é feito e nos cuidados até a cicatrização completa.

Para começar, é importante saber que nem todos os bebês estão aptos a furar a orelha.  “Em prematuros, a gente espera pelo menos um mês e meio de vida e atingir 3,5 quilos, porque às vezes a orelha ainda não está bem formada”,  alerta a enfermeira especialista em obstetrícia Cinthia Calsinski, mãe de Matheus e Bianca.

O local em que o furo será feito e o profissional que vai realizar o serviço precisam ser avaliados bem. A pediatra Liane Netto, associada da Sociedade de Pediatria do RS (SPRS), alerta que é bom passar longe de ambientes não hospitalares, para que a criança não corra risco de eventual contaminação. “Farmácias também precisam ser evitadas. O ideal é procurar ambulatórios e serviços oferecidos por enfermeiros fora do hospital”, indica.

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A joia escolhida também faz diferença quando se fala em evitar infecções.  “É recomendável que o furo seja feito com um brinco de ouro ou com aço inoxidável, materiais que evitam contaminação e alergias no bebê”, recomenda a pediatra.

Na hora do furo, uma pomada antibiótica e anestésica cai bem. Diferente do que muitos pensam, o bebê sente dor, sim. A orelha, no entanto, é composta por cartilagem e tem menos terminações nervosas que outras partes do corpo. Por isso, a sensação do furo tende a ser menos dolorosa do que uma vacina.

Depois que os brinquinhos são colocados no bebê os cuidados devem continuar. A orelha deve ser limpa com cotonete e álcool 70%,sempre depois do banho, até cicatrizar. O momento da troca de roupas pede mais atenção. É preciso cuidar para não enroscar ou prender as roupas no brinco. Isso pode causar incômodo e até infeccionar o local. “Tem que cuidar para que não tenha inchaço ou vermelhidão. Nesses casos, é necessário buscar auxílio médico para saber como tratar”, orienta a pediatra.

 

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