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Malformação no bebê

Algumas anomalias só podem ser detectadas após o parto, outras durante o pré-natal

Redação Pais&Filhos

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Não acontece com freqüência, mas, quando acontece, é um baque sempre: cerca de 1% dos bebês tem algum tipo de defeito congênito. Grande parte dessas malformações pode ser identificada ainda durante a gestação. Por isso, ainda durante o pré-natal, é importante que a mãe faça os exames de rotina e, junto com o médico, identifique algum tipo de anomalia.Muitas podem exigir tratamento cirúrgico, e é bom se planejar, escolher o médico que fará a operação, por exemplo.

Segundo Celia Mara Di Giovanni, mãe de Clarice, Luciana e Marcos, pediatra neonatal do Hospital e Maternidade Santa Joana, é extremamente importante o acompanhamento pré-natal com um especialista caso um dos exames identifique algum tipo de anomalia. A médica explica também que as malformações mais comuns são do sistema nervoso central, pulmonar,cardíaco, digestivo, renal e com membros e colunas.

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Entre essas malformações, as alterações no coração são as mais comuns. Uma mãe com anomalia congênita ou que já teve uma criança com algum tipo desta anomalia tem grandes chances de ter um bebê com algum problema cardíaco. Por isso é importante que a gestante conte todo seu histórico médico ao obstetra, ele poderá pedir ultrassons com mais frequência ao longo da gestação.

Além do ultrassom, que ajuda a identificar muitas das malformações, o médico também poderá pedir exames como ecocardiograma fetal, tomografia fetal, e exames que identifiquem alterações genéticas como o cariótipo fetal com punção do cordão umbilical (que mapeia os genes).

Sistema cardíaco
As anomalias cardíacas mais comuns como hidropisia fetal, anomalia do septo e problemas com a saída do fluxo sanguíneo podem ser diagnosticadas com ultrassonografia.

Problemas na medula espinhal ou relacionados com a cabeça

Para detectar alguma falha no desenvolvimento do cérebro e da medula espinhal, que ocorre nas quatro primeiras semanas de gestação, é feito o teste do soro alfafetoproteína materno na 16º semana da gestação. Já a hidrocefalia pode ser diagnosticada pelo ultrassom ou depois do nascimento com a medição da circunferência craniana.

Sistema urinário

Tanto em obstruções do trato urinário quando no caso de cistos renais, a avaliação é feita através do ultrassom ou com uma tomografia computadorizada.

Sistema digestivo

Problemas mais comuns no trato digestivo como obstrução intestinal, anomalias na parede abdominal ou hérnia diafragmática também podem ser identificadas com uma ultrassonografia feita durante a gestação.

Problemas musculoesqueléticos

Essas malformações também são comumente diagnosticadas através do ultrassom. No caso do lábio leporino ou fenda palatina – uma das anomalias mais comuns nos bebês – é feito um ultrassom especializado no segundo trimestre da gestação.

Após o diagnóstico de alguma anomalia, o obstetra encaminha a grávida para o especialista da área que o bebê precisa para que ele acompanhe toda a gestação e esteja presente no nascimento da criança.