Família

Loja infantil é saída de mãe após a maternidade e apoio do marido foi fundamental

Priscilla acredita que é preciso arriscar - reprodução/Arquivo Pessoal
reprodução/Arquivo Pessoal

Publicado em 15/07/2019, às 07h44 - Atualizado em 30/01/2020, às 19h27 por Yulia Serra, Editora | Filha de Suzimar e Leopoldo


Priscilla acredita que é preciso arriscar (Foto: reprodução/Arquivo Pessoal)

Mudanças de planos acontecem. Priscilla Coelho, por exemplo, decidiu trocar de carreira após o nascimento do filho e encontrou a solução no empreendedorismo: 

A Loja Prizinhas Baby nasceu da vontade que eu tive de cuidar do meu caçula bem de perto. Eu trabalhava longe, saía às 6h e chegava em casa às 19h. Realidade de muitas mães. Gostava do meu trabalho, dos meus colegas, tinha um salário bem legal por sinal.

Os planos eram: Gustavo ficaria com a minha mãe pela manhã e com uma babá a tarde e seguiria tudo normal. No dia que cheguei da maternidade e coloquei ele tão pequeno no berço, pensei: não quero deixar ele com ninguém.

Fiquei de licença-maternidade, tirei 2 meses de férias e convenci meu chefe a me mandar embora. Entrei no auxílio desemprego. Tive alguns meses para pensar o que eu faria sem trabalho. 

Descobri que o universo infantil era gigante e tudo que eu comprava para o Gustavo me encantava. Produtos que não tinham por perto, precisavam ser comprados lá de fora. Amigas querendo igual, gente que eu não conhecia comentando nas fotos que eu postava.

A vontade de empreender (e não ficar sem trabalhar) veio forte! Meu marido foi meu maior incentivador. Eu poderia ficar um tempo sem trabalhar, mas nossa vida, claro, não seria a mesma com só ele trabalhando.

Comecei com 5 ou 6 produtos, vi que todo mundo queria um deles. Pesquisei outros, fiz cursos, fui a palestras, comecei a atender clientes como eu gostaria de ser atendida. Errei demais, chorei, fiquei várias noites sem dormir, pacotes que eram roubados e eu fiquei no prejuízo, semanas em que tudo dava errado, mas nunca pensei em desistir.

Empreender não é fácil, ainda mais com um bebê para cuidar. Mas foi o que eu escolhi fazer. Hoje, eu amo demais tudo isso, sou feliz trabalhando assim. Minha dica é: não faça o que todo mundo faz!

Teve uma ideia? Vai em frente! Acha que não vai dar certo? Tenta! Não descarta, porque você nunca vai saber no que vai dar se não tentar! Em 2018, me orgulhei de mim, agora vem 2019!”

O empreendedorismo é uma possibilidade diante do mercado de trabalho nada acolhedor com as mães. Por isso, estamos com o projeto Nascer de Novo, em parceria com a Brascol para valorizar essas mães. 

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