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Tudo que é pequeno merece cuidado

Objetos que representam risco de asfixia variam com a idade: de alimentos, passando por talco a tampas de caneta, é preciso estar atento

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Segundo uma pesquisa realizada pela ONG Criança Segura em 2010 a sufocação é o acidente responsável pelo maior número de mortes de crianças menores de 1 ano. De acordo com dados da pesquisa 68% das crianças dessa idade, que sofrem esse tipo de acidente, não sobrevivem. Ou seja: todo cuidado é pouco.

Após completar o primeiro ano de vida, esse número cai significativamente para 8%, e a partir dos 5 anos de idade, para 4%. Mesmo assim é importante estar sempre alerta, pois a sufocação é um acidente bastante comum.

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Os objetos que são engolidos e seguem o mesmo caminho dos alimentos, em geral, passam despercebidos, sem nenhum sintoma aparente, já os que são aspirados ou por algum outro motivo seguem para as vias aéreas, podem causar falta de ar e até mesmo um quadro de sufocamento e por isso é preciso ficar atento.

 

Na hora de trocar

Nos primeiros meses de vida o mais comum é que o recém-nascido se engasgue com leite, chá e talcos. O talco por sinal, apesar do costume das nossas avós, não é recomendável, pois mesmo com todos os cuidado é um pó extremamente fino, de material não absorvível, que pode ser facilmente inalado.

Na hora de tomar leite

Quanto ao leite o maior perigo está ligado àquele comum regurgitar dos recém-nascidos após mamar. É preciso lembrar de deitá-los de lado ou de costas de forma que a cabeça e o tronco fiquem mais elevados que os pés, para evitar que eles engasguem ou aspirem esse leite.

No quarto            

Na hora de dormir nada daquele monte de bichinhos de pelúcia nem de muitos cobertores. Cobertas, fraldas, travesseiros e brinquedos que ficam soltos no berço também representam perigo para as crianças. Brincando ou dormindo os bebês podem acabar se sufocando com eles, principalmente quando ainda não tem força para se virar sozinhos.

Na hora da chupeta

É importante também estar atento aos cordões de roupas, correntinhas e até as fitinhas de chupeta, pois as crianças podem acabar se enroscando com eles, correndo o risco de sofrer uma asfixia por enforcamento.

Na hora de comer

É bastante comum que as crianças se engasguem ou até mesmo aspirem caroços de frutas ou grãos, como feijão, milho, amendoim ou ervilha. Para evitar essas situações, vale lembrar que o ideal é que elas comam sempre sentadas e não enquanto brincam.

É importante amassar ou desfiar as fibras dos alimentos antes de oferecê-los as crianças, garantindo assim que elas consigam engolir o pedaço sem dificuldade.

Na hora de brincar

Crianças costumam colocar tudo o que encontram na boca e, por isso, é bastante comum que elas ingiram ou até mesmo aspirem peças pequenas de brinquedos. Assim, devemos ficar sempre atentos à idade recomendada na embalagem e evite comprar brinquedos de origem desconhecida, que não sofreram nenhum processo de avaliação que verifique a segurança dos mesmos.

 

Na de mexer nas suas coisas

Além dos brinquedos, todo outro objeto suficientemente pequeno para ser colocado na boca pode representar perigo para as crianças. Elas podem engolir anéis, brincos, moedas e até mesmo tampas de canetas. A dica é colocar seus objetos pequenos fora do alcance das crianças e bem longe das gavetas de brinquedo e dos trocadores.

 

Consultoria:

ONG Criança Segura criancasegura.org.br/; Hospital Infantil Sabará  saudeinfantil.blog.br

Livro: Criança e Adolescentes Seguros da Sociedade Brasileira de Pediatria – Ed. Publifolha, R$ 49,90.