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Pneumonia, diarreia e malária são principais causas da mortalidade infantil

Primeiro mês de vida é o mais crucial: no ano passado, mais de 3 milhões morreram nesse período

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

A UNICEF divulgou o relatório sobre a mortalidade infantil, de crianças menores de 5 anos, que indica que, se permanecerem as atuais tendências, o mundo não atingirá o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio 4 (diminuir em dois terços a taxa de mortalidade de crianças menores de 5 anos até 2015).

De acordo com o relatório, cerca de 35 milhões de crianças nessa fase etária podem morrer, na maioria das vezes por causas evitáveis, entre 2015 e 2028, se ações imediatas não forem realizadas.  Até agora, 176 governos, incluindo o brasileiro, assinaram o compromisso de acelerar o progresso na área da sobrevivência infantil.

Segundo os estudos realizados pela instituição, o progresso realizado até agora se deve aos esforços coletivos realizados por governos, sociedade civil e setor privado, além de intervenções como mosquiteiros impregnados com inseticidas, remédios, vacinas, aleitamento materno adequado, suplementos nutricionais e terapia alimentar, reidratação oral para os casos de diarreia e maior acesso a água potável e saneamento, entre outros.

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Alguns países de baixa renda e com alta taxa de mortalidade na infantil (como Bangladesh, Etiópia, Libéria, Malaui, Nepal e Tanzânia) já reduziram suas taxas de mortalidade de menores de 5 anos em dois terços ou mais desde 1990. Atingiram, assim, o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio 4, que se refere à redução da mortalidade na infância antes da data limite de 2015. Por outro lado, a região da África Ocidental e Central registrou o mais baixo nível de progresso na sobrevivência infantil, em comparação com outras áreas ao redor do mundo. A região também possui a mais alta taxa de mortalidade, em que quase uma em cada oito crianças morre antes de completar 5 anos. Desde 1990, não houve virtualmente nenhuma redução no número anual de mortes na infância na região da África Ocidental e Central.

Pneumonia, diarreia e malária continuam sendo as principais causas de morte na infância em nível global, ceifando a vida de cerca de 6 mil crianças menores de 5 anos, todos os dias. A desnutrição é a causa de quase metade dessas mortes. O primeiro mês de vida é o mais crucial para uma criança pequena. Em 2012, cerca de três milhões de bebês morreram durante o primeiro mês de vida, quase sempre devido a causas facilmente evitáveis.

Já alcançamos o objetivo

O Brasil é apresentado no relatório como um dos países que têm conseguido reduzir de forma significativa a taxa de mortalidade na infância: A taxa de mortalidade de menores de 5 anos no país caiu 77% entre 1990 e 2012 graças a uma combinação de estratégias: a criação de um Sistema Único de Saúde com foco na atenção primária de saúde, melhoria no atendimento materno e ao recém-nascido e esforços para prestar assistência à saúde no nível comunitário, melhoria das condições sanitárias, aumento do conhecimento das mães, promoção do aleitamento materno, expansão da imunização e criação de iniciativas de proteção social como o programa de transferência de renda Bolsa Família.

O Brasil conseguiu atingir o ODM 4 em 2012, três anos antes do prazo estabelecido.