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O tamanho e intensidade do sentimento é igual

Ysabela Aires, mãe de Maria Clara e Maria Júlia, acredita que as filhas se completam nos detalhes – e nas diferenças!

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Tenho duas princesas com uma diferença de 3 anos de uma pra outra. São crianças completamente diferentes, desde a barriga! Os horários que mexiam na barriga eram diferentes, a intensidade, a gravidez! Tudo sempre foi diferente! Acho muito pouco provável duas pessoas serem iguais e, por isso, tenho certeza que nunca poderiam ser tratadas da mesma maneira!

Quando eu era pequena, sempre questionava a minha mãe e queria saber de qual filha ela gostava mais (somos 3 filhas). Ela sempre disse que gostava igual e que só saberíamos o que é isso quando crescêssemos e tivéssemos nossos filhos.

Acho que a minha mãe queria dizer que se ama o mesmo tanto e com a mesma intensidade! Não se gosta igual dos filhos! Se gosta diferente, eles são diferentes! Pra cada um, você tem um peso e uma medida diferente. Não pode ser igual! Mas a intensidade e o tamanho do sentimento sim, é igual! Se ama o mesmo tanto, mas de formas diferentes!

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Um dia, li uma matéria que dizia que cada filho exerce uma “função” na família de modo a completá-la de uma maneira incrível! Não teria a menor graça ter filhos idênticos! A vida é feita de desafios! E o fato de ter que aprender a lidar com cada uma com seu jeitinho especial de ser, me alegra muito. Elas tem prazer em agir de forma diferente e demonstrar isso, como se quisessem me mostrar que são realmente diferentes.

Percebo que minhas filhas se completam nos menores detalhes. Uma é mais tímida, a outra “cara de pau”; uma mais carinhosa, a outra mais arredia; uma séria, a outra risonha… Enfim! Posso dizer que até a meiguice e a doçura que é comum nas duas, é diferente na forma que se apresentam!

Dessa forma, não há por que sentir culpa em tratar os filhos de forma diferente! Estranho seria se eu as tratasse da mesma maneira! 

O que eu acho que não vale é “fazer diferença”. “Fazer diferença” pra mim, é ser melhor pra uma e pior pra outra. Por exemplo, se compro um chocolate pra uma e a outra não gosta, compro o que a outra gosta. Mas compro pras duas! Se a caçula quer brincar de algo que me exija muito mais com a mais velha, me esforço para brincar com ela também. Até nas roupas, tento usar o mesmo estilo nas duas! Tenho horror a pensar que uma possa sair mais bem vestida que a outra. Quero que saiam no mesmo estilo, embora hoje em dia elas também já queiram opinar sobre as roupas e acessórios. Penso que “fazer diferença” gera ciúmes, tratar diferente gera resultados surpreendentes, incríveis e justiça. 

Sabe de uma coisa? Toda mãe tenta de todas as maneiras não “fazer diferença” entre os filhos, mas precisam e devem tratá-los de forma diferente por assim serem! 

Tenho certeza de que quando crescerem e tiverem seus filhos, vão entender que o amor foi do mesmo tamanho e com a mesma intensidade, ou melhor… com tamanho infinito e com um amor que dói de tão grande, mas que é o melhor que existe na vida! E é isso o que importa!