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Missão cumprida

Tatiane, mãe de Pedro, sabe que o filho não tem condições de decidir as coisas sozinho: esse é o seu cargo!

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Como o tema desse mês é “sem culpa de exercer o cargo de mãe” e eu sei bem o que isso quer dizer, me atrevo a dar mais um depoimento aqui no Culpa, Não!.

Pedro Francisco está perto de fazer 2 anos e todos sabem (os experientes ou não) que essa fase é uma das mais complicadas, porque a molecada começa a impor suas próprias vontades.

Pedro é uma criança compreensível e me atrevo a dizer que é comportado também, mas tem momentos que ele testa minha paciência de super mãe.

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Nossa rotina é corrida: creche cedinho para eu poder trabalhar, volto do trabalho correndo para pegá-lo (quase sempre depois que a creche já fechou), preparar jantar, lavar uniforme, arrumar mochila pro dia seguinte, brincar, conversar, rezar e cama… Mas algumas vezes, ele não quer seguir o ritmo, rs. Não quer esperar a janta e enche a barriga de guloseimas, não quer dormir às 21h: se deixo, ele entra madrugada adentro e aí é a hora que a chata da mãe precisa impor limites e cumprir regras. Não me sinto culpada, afinal, ele ainda não é capaz de entender que o jantar é essencial, que as horas de sono são primordiais, então nada mais justo do que eu injustiçá-lo agora a fim de que mais tarde não estejamos ambos nos culpando pela falta de limites.

Deixo-o ser criança sim e lhe mostro que por isso ele ainda não tem condições de decidir as coisas da sua vida. Aí, entra o cargo de mamãe.

Aí, depois de cumprida a lição é a hora de lidar com as caras feias dos adultos que um dia fizeram o meu papel e que hoje pensam que eu estou exagerando: os avós, bisavós, tios avós rs. É, o trabalho de ser mãe com supervisores assim, não é mole! Mas até que eu tenho honrado o meu salário diário e nada melhor do que receber, como pagamento, os sorrisos e bem-estar no outro dia, dando a certeza de que fiz tudo certo na noite anterior.