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Minha gestação de alto risco

O líquido amniótico da leitora Valéria Meyre começou a baixar, e sua filha corria o risco de nascer prematura

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

 

No dia 28 de fevereiro, recebemos a notícia de que seríamos pais. Ter um filho não estava em nossos planos, mas já estava nos planos de Deus. Tudo corria bem, todos os exames perfeitos. Foi então que, no dia 7 de agosto de 2013, fomos realizar uma ecografia de rotina.

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Eu já estava entrando na 29ª semana de gestação. Minha filha estava perfeita, mas algo estava acontecendo. Fui diagnosticada com oligoidrâmnio (pouco liquido amniótico) e placenta já no grau II. Meu mundo caiu.

No dia seguinte, fui procurar a maternidade. Fiquei internada por cinco dias, tomando soro na veia para ver se o líquido aumentava. De 55 passou para 68. O normal é acima de 80. Recebi alta e fui encaminhada para o hospital que atende gestantes de alto risco.

Desse dia em diante passei a ter consultas e ecografia uma vez por semana, às vezes até duas vezes. Foram muito sustos: precisei tomar soro novamente, injeções de medicamento para o amadurecimento dos pulmões do bebê, que corria sério risco de nascer prematuro.

Meu médico dizia que, se chegássemos a 32 semanas, seria uma vitória. A cada semana, pedia para Deus que eu conseguisse aguentar mais uma. Pois bem: chegamos a 37 semanas. Fui fazer mais uma ecografia e, nessa, meu bebê tinha perdido peso e precisava nascer.

Fui internada no mesmo dia, às 10h30 e, às 16h, minha filha Sophia vinha ao mundo por meio de cesariana. Eu só rezava para que ela chorasse quando nascesse. E assim foi. Sophia abriu o berreiro, nasceu linda e perfeita. Não necessitou de nenhum cuidado especial. Depois de três dias recebemos alta. Hoje Sophia Vitória tem 3 meses é a criança mais linda que eu já vi na minha vida (mãe coruja), super saudável.

É o meu verdadeiro milagre. O amor da minha vida!