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“Millennials” afirmam que tecnologia permite ser quem são

Empresa realiza estudo baseado na geração dos Millenials, que vai dos 9 aos 30 anos

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

A Viacom International Media Networks realizou um estudo baseado nos hábitos e características da geração Millennial, grupo de crianças e jovens entre 9 e 30 anos, em todo o mundo. Para as pesquisas, a empresa ouviu 15 mil pessoas em 24 países (incluindo o Brasil).

A geração do Milennials representa 1/3 da população mundial e possui características próprias, bastante relacionadas ao uso da tecnologia e sua relação com a felicidade. Os resultados do estudo foram compilados na pesquisa “The Next Normal: Um olhar sem precedentes sobre a geração Millennial”, apresentada esta semana em São Paulo. No resultado, a pesquisa mostrou que a tecnologia não define a geração, mas é considerada um facilitador das relações.

De acordo com Adriana Pascale, gerente sênior da pesquisa Viacom no Brasil e responsável pela apresentação do estudo no país, os Millenials entrevistados disseram que a tecnologia não os define, mas que permite que eles sejam que são. Uma característica dessa geração é que eles são glocais, ou seja, absorvem tendências globais e agem localmente; as crianças e jovens Millennials têm amigos por todo o mundo.

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Os números dos Millenials

Segundo o estudo, 84% dos entrevistados declararam que seu grupo de idade tem potencial de mudar o mundo e 73% afirmaram que o acesso à internet influencia e muda seu modo de pensar o mundo. A geração dos 9 aos 30 anos usa a tecnologia de forma instintiva, praticamente, pois já nasceu em contato com os recursos tecnológicos.

As crianças dessa geração já estão nas redes sociais. A média para a primeira conta social é de 11 anos. No mundo, a porcentagem de crianças com rede social é de 60% – em nosso país o número sobre para 86%.

Millennials brasileiros desestressam com a televisão

De acordo com a pesquisa da Viacom, a televisão tem destaque quando os Millennials brasileiros procuram por uma atividade “desestressante”. Quando perguntados “Qual das seguintes coisas você faz quando está estressado?”, assistir televisão ficou em primeiro lugar (59%) entre os entrevistados na faixa etária entre 9 e 14 anos. Em segundo lugar, ouvir música atingiu 58% dos votos e jogar videogame 54%.

Já entre os jovens, na faixa entre 15 e 24 anos ouvir música é a atividade mais relaxante, com 79% dos votos e assistir televisão divide as atenções com jogar videogame, com 39%. Já na faixa dos 25 a 30 anos, a música também ocupa o primeiro lugar, com 62%, e a televisão fica em terceiro, com 48% dos votos. Em segundo lugar, a opção mais relaxante para esses Millennials é falar com os amigos, com 53% dos votos.

Ainda entre os jovens de 9 a 14 anos, 36% dos Millennials brasileiros afirmaram que “não imaginam suas vidas sem televisão”, 45% afirmaram ter sua própria televisão e 81% assistem normalmente TV na sala “sugerindo que a atividade pode ser uma diversão em família, uma vez que a pesquisa também indicou que passar tempo entre família e amigos é o principal driver de felicidade para esta geração de 9 a 30 anos”, avalia Adriana Pascale, gerente sênior de pesquisa da Viacom Brasil e responsável pela apresentação do estudo no país.

Nesta faixa de 9 a 14, 29% dos respondentes brasileiros disseram que assistem a TV do computador (desktop), 26% do aparelho celular. “Isso evidencia que eles já possuem o hábito de assistir televisão em outras plataformas”, diz Pascale.

Eles adoram compartilhar ideias e opiniões: 66% dos entrevistados afirmaram que assistem aos programas de TV para comentarem com os amigos simultaneamente (frequência: sempre/ algumas vezes) e 44% tuítam suas opiniões sobre os programas. Para 32%, comunicar-se enquanto assistem TV faz com que se sintam mais próximos de seus amigos e 33% não querem perder nenhum lance das conversas que estão acontecendo. 

Times publica matéria sobre os Millennials

A revista americana publicou esta semana uma matéria sobre o que chama de “The Me Me Me Generation”. Segundo a publicação, essa geração se caracteriza por ser narcisista, preguiçosa, mimada e, até mesmo, um pouco iludida.

O Instituto Nacional da Saúde americana revelou que as pessoas dessa geração, com seus vinte e poucos anos, sofrem de um “Distúrbio de Personalidade Narcisista” três vezes maior que a geração daqueles com mais de sessenta anos.

Eles também destacam que, em 1992, 80% das pessoas com 23 anos desejavam ter um emprego grandioso e com um cargo de responsabilidade; dez anos depois, 60% deles realmente têm isso. Os dados enfatizam aquilo que a Viacom também publicou em seu estudo – os Millenials são muito esperançosos e (talvez iludidos?) e, para a revista, nem parece que essas crianças e jovens já ouviram falar da Grande Recessão.

O Instituto americano classificou a geração como otimista, pragmática e confiante (mesmo em uma época tão difícil). Para eles, estas não são qualidades ruins, mesmo que a geração passe tanto tempo em seus telefones (e nas mídias sociais).