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Mães que decidem parar de trabalhar também sentem culpa

O brunch da campanha Culpa, Não trouxe a nossa colunista Betty Monteiro para discutir a culpa de largar o trabalho e ficar com os filhos

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

O dia chuvoso não impediu que as nossas convidadas para o brunch do Culpa, Não viessem para a conversa com a psicóloga e nossa colunista Betty Monteiro, mãe de Gabriela, Samuel, Tarsila e Francisco, autora dos livros A Culpa é da Mãe, Criando Filhos em Tempos Difíceis e Cadê o Pai dessa Criança?, para falar sobre o tema do mês: Mães que trabalham também sentem culpa. Ao todo, estiveram presentes 12 mães que compartilharam suas experiências.

As mães que gostam de trabalhar e que, mesmo assim, querem tempo de qualidade para se dedicar aos filhos, acharam meios de continuar produzindo sem sair de casa ou então saindo muito pouco. A Gabriela Brandão, mãe de Luiza e Antonio Pedro, economista, decidiu que iria parar de trabalhar assim que a filha mais velha nasceu. E assim foi. “Nunca quis deixar com a minha mãe ou com a minha sogra, a responsabilidade é minha. Eu parei de trabalhar, mas não consegui ficar parada, tenho um blog (dicaspaisefilhos.com.br) e faço faculdade de psicologia. Descobri que posso ser feliz no trabalho e sendo mãe ao mesmo tempo”, disse Gabriella.

Já Renata, mãe de Raul, professora, contou que, antes de engravidar, já tinha a ideia de que ficaria em casa pelo menos um ano após o nascimento do filho. Mas, depois dos quatro meses de licença-maternidade, ela quis voltar a trabalhar. Mesmo com o filho no berçário da escola onde Renata trabalhava, logo no primeiro dia ela percebeu que queria ser mãe integral. E foi isso que ela fez. “Na época eu ganhava mais do que o meu marido, o que dificultava um pouco a minha escolha. Mas conversando e colocando as contas na ponta do lápis, nós decidimos que eu ficaria em casa”, contou.

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Segundo Betty Monteiro o segredo é desapegar, seja do trabalho ou dos padrões de mães que vemos por aí. “Uma coisa na vida que fez a gente crescer é o desapego, e isso é um exercício. Temos de tomar novos rumos na vida, sempre é tempo de ser o que você gostaria de ter sido”, disse a nossa colunista. O filho vai aceitar as decisões da mãe, sejam elas quais forem. Se a opção foi ficar em casa, ótimo. Mas se o tempo de ficar em casa se dedicando ao filho já passou, ache novos caminhos.

Não existe uma fórmula perfeita para ser mãe. “É muito mais fácil ser quem você é”, disse Betty. “As mãe tomam modelos, mas têm de saber o que é melhor para elas. Por isso, antes de decidir qualquer coisa, pense no que você acha sobre o assunto porque filho também precisa de mãe contente e satisfeita.”

Por isso o ideal é que cada uma ache a solução que lhe cabe. Ser mãe não é sinônimo de anular sua própria vida. Mais tarde os filhos crescem e sua vida continua. Por isso a dica é: se vai parar de trabalhar, não deixe de se atualizar, de estudar. E se quer continuar trabalhando, esteja certa de que os seus filhos vão se adaptar, basta você se livrar da culpa. Não deixe de fazer o que você realmente quer. “A vida é longa e dá tempo de fazer tudo”, disse Betty.