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Explicar e orientar

Juliana, mãe de Vitor, às vezes perde a paciência. Mas procura conversar e orientar o filho

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Meu nome é Juliana, sou casada, tenho 33 anos e 1 menino de 3 anos.

Como mãe, sou super preocupada com essa questão do “não faça como eu faço”. Penso muito nas minhas atitudes, nas do meu esposo e familiares próximos, pois às vezes temos atitudes que nem sempre queremos que nossos filhos tenham.

A minha grande preocupação é sempre o linguajar, a educação e a forma de tratar o próximo.

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Muitas vezes, nos momentos de stress, ou até mesmo de brincadeiras, saem palavras ou temos atitudes que são copiadas pelos nossos filhos, e é aí que vem o grande problema…

Como explicar para nossos filhos que aquela repreensão de uma atitude incorreta é só da mamãe ensinando o nenê e que não é para ele repetir tudo o que faço, tanto com os adultos como com as outras crianças?

Isso para mim é o mais difícil. Saber como falar com o meu filho, sempre de maneira calma, sem perder a paciência, para que ele entenda.

Crianças tem mania de testar a nossa paciência com “o seu querer” desenfreado, ou fazem manha para chamar a atenção.

Às vezes perco a paciência e grito com meu filho, mas depois peço desculpa, explico que não queria ter falado alto com ele, mas por vezes ele escuta só o que quer e não ouve as palavras que a mamãe está dizendo. (Sempre espero meu filho ficar calmo, vou até ele e converso sobre as atitudes dele e as minhas. E sempre peço desculpa. Após a conversa, pergunto se ele entendeu tudo).

Sou um ser humano, e crianças vivem testando nossa paciência. Eu odeio gritos, falação alta, mas às vezes meu filho não escuta o que estou falando, porque o querer dele é como uma autoridade.

Mesmo eu tendo atitudes que não queria ter, sou bem franca e honesta. Procuro explicar sempre porque tive aquela atitude e em seguida peço desculpas e oriento que não é para ele falar alto ou gritar, que é feio. Tem dado certo, mas é “punk” às vezes.

O Vitor gosta de filme de luta, jogos de luta, desenhos de super-heróis, enfim, ele luta com os bonecos brincando. Porém, estou sempre alertando que quando ele for para a escola, não poderá lutar com os amiguinhos, porque machuca, não pode, é feio etc.

Meu filho é muito pequeno, acredito que cada fase terá uma preocupação específica sobre o assunto do “não faça como eu faço”, mas acho que o melhor é sempre explicar tudo, ser honesto sobre o porquê de não fazer tal coisa, explicar os riscos, vantagens e desvantagens de tudo…

Mas não tem jeito: estou sempre observando crianças e adultos e acredito que 80% das nossas atitudes, são copiadas, são reflexos de nossos pais, da convivência, dos valores etc.

Sinto na pele como é difícil educar e que muitas vezes não adianta você dizer “não faça como eu faço”. Temos nós, pais, que mudar as atitudes no que não queremos ver nossos filhos fazendo. 

Só que o “não fazer alguma coisa ou não ter alguma atitude”, não é garantia de 100% que o seu filho(a) não faça ou não vá fazer algo. Porém, é uma garantia dos pais poderem mostrar que aquilo não é bom, poder repreender com autonomia.

Gostaria de deixar meu agradecimento. Amo acompanhar os depoimentos do “Culpa, Não!”, pois foi aqui que descobri que todas nós mamães, temos alguns ou vários problemas, dificuldades ou dúvidas iguais. É um canal aberto onde mulheres corajosamente compartilham suas dúvidas, expectativas, anseios, dificuldades, alegrias, na esperança de serem compreendidas, orientadas, acolhidas e não julgadas. 

Aqui descobrimos que a nossa angústia com um determinado assunto, é mais comum do que a gente imagina. E quando descobrimos isso, tudo fica mais leve, começa a perder a força, até desaparecer.

A internet é o meio de comunicação com o mundo, mais fácil para nós, mães e donas de casa. É aqui, na internet, que procuramos orientações para todo tipo de assunto, como fraldas, alergias, leite, doenças, brinquedos, músicas, passeios específicos, escola etc.

E quando achamos um canal como esse, em que as mães são o foco e não só os filhos, nos sentimos como uma grande família. São histórias de pessoas que não conhecemos, não nos falamos, mais são histórias iguais, que acabam confortando nossos corações, pois descobrimos que não somos as únicas e um universo de informações chega para nos acalentar, orientar.

Parabéns pelo trabalho maravilhoso e obrigada pelas oportunidades.