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Escola se recusa a aceitar faltas de menina com doença incurável

Leah já passou por vários tratamentos e cirurgias desde que um tumor maligno foi diagnosticado. Seus pais ficaram revoltados com a postura da escola

Redação Pais&Filhos

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Leah e Cherie 1

Leah Gillon tem 5 anos de idade e já passou por situações de abalar qualquer adulto: a menina foi diagnosticada há 4 anos com um tumor maligno, passou por sessões de radioterapia e até cirurgia para retirar o tumor no Birmingham Children’s Hospital, mas o câncer é incurável e pode voltar a qualquer momento. Isso quer dizer que Leah, chamada carinhosamente de Lilly, precisa faltar algumas vezes da escola para ir até o hospital em consultas de rotina e para monitorar sua doença.

A escola onde Lilly estuda, Warren Farm Primary School, não vai mais autorizar suas faltas a não ser que ela prove que é portadora da doença. No último ano, a menina só conseguiu ir a 67% das aulas por causa de sua doença. A menina precisa ir a cada três meses no hospital para fazer exames de monitoramento da doença. A mãe de Lilly, Cherie, que tem outros três filhos, disse que a escola estava ciente da situação desde que a menina começou a estudar lá, mas os diretores disseram não acreditar que a menina estava realmente doente.

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“Como pais, essa é a pior coisa pela qual nós passamos. Estamos tentando ajudar nossa filha e sentimos como um tapa na cara as pessoas não acreditarem na doença de Lilly”, disse Cherie. “Meu único objetivo é manter minha filha segura e saudável”, concluiu a mãe de Lilly.

Leah e Cherie 2

Cherie e Leah

A carta que a escola enviou no mês de Outubro para os pais de Lilly dizia: “A frequência de Leah na escola atingiu agora um nível crítico. De acordo com a legislação, a educação integral de crianças no ensino primário e em escolas especiais deve ser de 97%. Estamos cientes do estado de saúde de Leah, no entanto, de acordo com as leis estaduais, se a criança não comparece devidamente às aulas, a responsabilidade é dos pais. Essa escola não vai mais autorizar a abstenção de Leah a não ser que os pais providenciem uma evidência médica de um hospital ou cirurgião”.

Os pais estão se sentindo culpados e ofendidos por causa da carta. “Eu não quero que minha filha fique em casa. Quero que ela vá para a escola como qualquer criança da idade dela, se divertindo e aprendendo com seus amigos”, diz Cherie. “Fui colocada em uma posição onde me sinto uma péssima mãe, mas estou fazendo de tudo para ajudar minha filha. Essa escola me fez acreditar que falhei com Lilly”.

Os médicos disseram que a condição de Lilly pode ser gerenciada de perto, mas ninguém é capaz de curá-la por meio da medicina. “A escola está sempre em contato com a enfermeira de Lilly, não sei por que eles não acreditam na doença da minha filha”, lamente Cherie.

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A escola pediu para os pais enviarem comprovações médicas sobre a doença de Leah

Graham, pai de Lilly e marido de Cherie, diz que a filha precisa da escola para passar um tempo longe do hospital e se distrair. “Eu fiquei enojado com a carta que a escola escreveu”. O casal já tirou suas filhas Kacie, de 8 anos, e Chelsey, de 10 anos da escola e diz estar passando por um estresse desnecessário. “Eu sinto que essa escola está nos colocando em meio a um inferno”, disse Cherie.

Um porta-voz da escola declarou que a instituição está ciente de que a garota teve problemas no passado, mas precisa de atestados que comprovem sua doença. “os relatórios médicos que temos dizem que Leah não tem mais o tumor. Nós estamos apenas tentando agir dentro da lei e lembrando á família suas obrigações com Leah”, concluiu.