Notícias

Dois filhos, duas formas de amamentar

Helena Mattos, mãe de Miguel e Juliana, teve duas experiências bem diferentes com a amamentação

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Helena Mattos mãe de Miguel e Juliana participa da campanha Culpa,Não! O tema do mês de Junho é  “Não dou leite comum, dou fórmula”  se você também quiser participar siga a nossa página no Facebook e mande um depoimento sobre o tema do mês para giovanna@revistapaisefilhos.com.br .  

Com o Miguel tudo foi lindo e tranquilo. Consegui amamentar muito bem, desde o primeiro dia! Aos 6 meses dele fui voltando a trabalhar aos poucos e comecei a introduzir a fórmula, com 1 ano ele já começou a tomar leite em pó comum e consegui estender a amamentação até ele fazer 1 ano e 2 meses.

O desmame foi excelente também: um belo dia ele mesmo largou o peito, disse q não queria mais. Pediu o “neti”, que era como ele chamava a mamadeira e nunca mais voltou a pedir o peito.

Anúncio

FECHAR

Com a Juliana, foi tudo horrível. Ela não pegou o peito, mamava muito pouco, chupetava muito e chorava horrores de fome. Meu peito inchou, rachou, infeccionou. Tive mastite, muita febre e muita dor, tive que tomar antibiótico e pra completar, ela tem refluxo.

Nos 2 primeiros meses ela não ganhou quase nada de peso e tive que começar a introduzir a fórmula, que também não deu certo, porque acabei descobrindo que ela tem intolerância à lactose. Tive que dar a fórmula com soja, o que me deixou ainda pior, porque tenho uma certa “implicância” com a soja.

Minha grande tristeza era não entender como eu consegui amamentar tão bem o primeiro filho e não conseguia amamentar a segunda. Nas duas vezes tive o apoio do marido, da minha irmã e de um grupo de amamentação aqui do RJ, chamado Amigas do Peito.
Me perguntava o que eu estava fazendo de errado, porque eu não conseguia me acertar com a minha princesinha.

Sentia muita culpa e achava que eu não estava me esforçando o suficiente com ela. Demorei muito a aceitar que as histórias eram diferentes e que eu teria que passar por isso pensando no bem estar da Juliana e não no que eu sentia de culpa. Não podia deixá-la perdendo peso, passando fome.

Consegui ainda alternar peito e mamadeira até ela fazer 6 meses e ela mesma não quis mais mamar no peito. Hoje, Juliana é uma menina saudável, agitada e feliz!

E a culpa? Mandei pastar!