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Dar moral, sem ter moral

Fabiana, mãe de João, policia as suas ações para não dar mau exemplo ao filho

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Meu nome é Fabiana, tenho 41 anos, sou jornalista e mãe de um lindo menino de 6 anos, chamado João Vicente. Hoje vim aqui falar sobre os desafios de criar um filho. Principalmente destacar aqueles hábitos (nada corretos), que praticamos – ou melhor, assim dizendo – pecamos em realizar. Isto gera um sentimento de culpa xarope. É a culpa que assombra a vida dos pais na hora da criação.

Os exemplos são diversos: culpa por pecar em excesso no zelo – seja ele no excesso de roupa, medicações ou medo da violência urbana; culpa por não ter tido a força de proferir um ‘não’ contundente, na hora que há necessidade de se dizer e, também, culpa por dar perigosos erros do cotidiano, mesmo. Não percebemos, mas costumamos praticar, muitas vezes, pelo impulso ou stress do dia a dia. Dirigir um automóvel e se aproximar, por exemplo, de semáforo no sinal amarelo e, mesmo assim passar, pode ser uma péssima atitude que irá desapontar seu filho. Falo isso, pois é de conhecimento de todos que crianças, já no período escolar (Berçário, maternal e jardim), costumam já ter noções das leis de trânsito. Então, passar por um sinal amarelo, para elas, pode servir de um grande mau exemplo. E a culpa de ter feito esse tipo de atitude? Outro exemplo vem de ingerir bebidas alcoólicas, fumar, ter hábitos alimentares nada saudáveis como produtos industrializados ou fast food em demasia.

Eu, Fabiana, não fumo, não bebo, no entanto, me encaixo no grupo dos comilões. Venho de uma família de gordinhos teimosos. Para a minha família, a dieta entra numa semana e é esquecida na próxima. Então, para não haver este mesmo erro, costumo sempre mostrar para o meu filho que refrigerantes, bolachas recheadas, pizzas e comidas industrializadas no geral, não são nada saudáveis.  E que, comer em excesso, também está totalmente errado.  Porém, surge uma distração, um impulso, um súbito desejo e lá estou eu TOMANDO REFRIGERANTE!!!! Qual é a moral em dar moral?

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Solução:

Deu certo comigo e com meu filho apitar como advertência a frase: “isso não é saudável!”. Para a criança, ser forte e saudável é como ser um super herói! Falar de comer coisas saudáveis surtiu um resultado muito positivo. Então, costumo me policiar também. É como se eu andasse com um espelho itinerante perante a minha moral. A culpa sobrevoa 24 horas nossos verbos e atos. Nossos filhos são nosso eco moral, eco de ações.  Então, é  comum se culpar, sim.

E a saia justa de justificar o porquê está fazendo algo errado, muitas vezes, faz com que a gente não tenha uma palavra sequer para se justificar. Errou e errou. Ponto!

Já aconteceram várias situações do João Vicente ousar teimar em comer um chocolate ou tomar um refrigerante, por exemplo. Nessa hora, eu busco sempre questionar com ele. E, alguns casos, existem soluções!

Conversar e verbalizar o que é certo e errado, sabatinando orientações nutricionais como os benefícios das frutas, sucos, leite e o famoso arroz com feijão são surpreendentes, dá muito certo!

Pecado:

No entanto, às vezes me culpo por sentir aquela vontade louca de tomar um refrigerante, por exemplo. Isto volte e meia me ocorre. Quando eu vejo, ele está ali, do meu lado, pedindo “Também quero mamãe!”.

Como dizer que o refrigerante não é saudável, pois se eu própria tomo? Isso me gera um enorme desconforto, uma enorme culpa, onde não há palavras que justifiquem dar moral sem ter moral.