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Cadeirinhas ainda podem melhorar

Nenhum dos dispositivos avaliados em teste obteve a avaliação máxima; Bébé Confort, Chicco, Maxi Cosi e Infanti têm modelos com as melhores notas

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Os bebês-confortos e cadeirinhas para acomodar crianças em veículos disponíveis no mercado brasileiro seguem as normas nacionais, mais ainda podem melhorar. A PROTESTE Associação de Consumidores, ONG de defesa dos direitos do consumidor, apresentou hoje de manhã, em sua nova sede em São Paulo, os resultados de testes realizados pelo Global NCAP, com 16 modelos dos chamados dispositivos de retenção.

A conclusão é que usar alguma cadeirinha é muito mais seguro do que não usar nenhuma e que os modelos brasileiros ainda podem ser aprimorados se considerados padrões internacionais de segurança ainda não exigidos pela norma brasileira, como teste de impacto lateral e o uso de um sistema chamado Isofix, que permite que as cadeirinhas sejam instaladas diretamente no carro, ainda não disponível nos veículos nacionais.

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Nenhuma cadeirinha avaliada recebeu a classificação máxima de cinco estrelas designada pelo Global NCAP, Programa de Avaliação e Carros Novos, mas quatro chegaram a avaliação quatro estrelas. O programa avaliou a segurança de oito bebês-conforto e oito cadeiras para crianças, sendo duas recomendadas para crianças de 9 kg a 18 kg; uma para crianças de 0 a 18 kg e cinco para crianças de 9 kg a 36 kg disponíveis no mercado latino-americano.

Tabela da Proteste sobre as cadeirinhas e seus resultados
(Divulgação Proteste)

No teste de impacto lateral, ainda não considerado pelas avaliações brasileiras, segundo a PROTESTE, o resultado foi, em sua maioria foi ruim ou, no máximo, aceitável. Muitos modelos disponíveis no mercado brasileiro não têm proteção lateral, o que pode, em caso de batida, resultar na colisão da criança com a parte lateral do veículo. A Cosco High Back Comutter teve apenas uma estrela por causa do impacto direto contra a lateral do veículo da cabeça do boneco que simula uma criança usado nos testes de impacto.

Entre as cadeirinhas de 9 a 36 kg, nenhuma teve resultado de impacto lateral considerado bom. os resultados foram, no máximo, considerados aceitáveis. Para os testes de impacto frontal, Chicco Neptune e Infanti Star tiveram resultados considerados bons. O restante teve avaliação apenas aceitável.

Entre as cadeirinhas de 9 kg a 18 kg, destacou-se o resultado da Britax Roemer Duo Pluss TT (com Isofix), que teve resultado superior à sua versão sem o sistema. O Isofix é um sistema de fixação ainda não disponível no mercado brasileiro e que permite que a cadeirinha seja afixada diretamente no veículo, dispensando a necessidade de manobras nem sempre simples com o cinto de segurança do veículo. A colocação incorreta da cadeirinha diminui o seu efeito protetor contra acidentes. E quem tem filho sabe que instalar as cadeirinhas quase nunca é simples. O modelo avaliado não está disponível no Brasil, mas foi incluído para demonstrar a eficiência do sistema.

Na edição de dezembro de sua revista, distribuída a associados, a PROTESTE recomenda como melhores opções de compra Grupo 0+ (cadeirinhas para crianças de até 13 kg) a StreetyFix (BébéConfort), que custa, em média, de R$ 699 a R$ 1.179, a Keyfit (Chicco), cujo preço varia de R$ 739 a R$ 999, e a Citi SPS (Maxi Cosi), que custa e R$ 773,10 a R$ 1.199.

Já para os Grupos I, II e III (para crianças de 9 a 36 kg), a ONG recomenda a Star (Infanti), cujo preço varia de R$ 436,79 a R$ 499.

A PROTESTE se mobiliza, desde 2011, para que o sistema Isofix esteja disponível no Brasil. A associação também quer assegurar que todos os cintos de segurança sejam compatíveis com os dispositivos de retenção infantil. Com base nos resultados deste tese, vai enviar ao Inmetro o pedido de inclusão e testes de impactos laterais para que os produtos vendidos no Brasil sejam mais seguros.

O uso do Dispositivo de Retenção Infantil passou a ser obrigatório no Brasil em 2010. Crianças de até sete anos e meio devem se transportadas obrigatoriamente no banco traseiro em dispositivos de retenção. Crianças com até 1 ano têm de utilizar, obrigatoriamente, o bebê-conforto de costas para o movimento; crianças de 1 a 4 anos devem ser transportadas na “cadeirinha”, e dos 4 anos aos 7 anos e meio, no assento de elevação.

Como foi feito o teste

No teste e impacto lateral, foi simulado um impacto a uma velocidade de 28 km/h. foram posicionados bonecos simulando crianças no banco de trás do carro com o sistema e retenção avaliado. Além do desempenho no teste de impacto, também são levadas em conta as instruções do manual e no próprio dispositivo e a facilidade de instalação.

Cartilha

A PROTESTE lançou também uma cartilha virtual para mostrar como usar a cadeirinha e instalá-la coretamente . A cartilha está disponível no link www.proteste.org.br/cartilhas

A Pais & Filhos e a PROTESTE firmaram uma parceria e passamos a publicar, ao longo de 2014, avaliações de produtos ligados ao universo da família. No Anuário Pais & Filhos – O Guia do Bebê, já nas bancas, publicamos avaliações de xampu infantil, creme contra assaduras, termômetros.

Nosso anuário de 2014

Os dois vídeos foram feitos pela PROTESTE mostrando um pouco dos testes realizados com as cadeirinhas em dois ângulos diferentes. Assista!

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