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Anvisa libera o uso de canabidiol

Substância presente na folha da maconha capaz de tratar a epilepsia saiu da lista de substâncias proibidas no Brasil

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Nesta quarta-feira (14), a Anvisa mudou a classificação do canabidiol (CBD), que agora passa a ser substância “controlada” e não mais “proibida”. Estudos recentes apontaram para sua eficácia no tratamento de síndromes que levam a espasmos e epilepsia – inclusive em jovens e crianças. Além disso, como não há dependência química dessa substância, a Anvisa entendeu que não há motivos para que continue proibida.

Ainda não existem remédios brasileiros que contenham CBD, portanto os pacientes continuarão tendo que importar os medicamentos, mas agora o processo será mais rápido.

Uma das novidades é que a Anvisa vai definir uma lista de produtos já conhecidos e que terão liberação previamente autorizada, ou seja, não será mais necessário avaliar caso a caso. O prazo médio de resposta da Anvisa aos pedidos de importação do CBD  é de quatro dias. A expectativa é de que as autorizações agora sejam feitas em até dois dias.

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Fora isso, na prática, a Anvisa pretende mobilizar esforços em torno da pesquisa sobre o Canabidiol, para que se desenvolvam medicamentos aqui no Brasil.

Segundo o site da Agência, há cerca de um mês, a Anvisa recebeu o primeiro pedido de registro de um medicamento no país com CBD. O pedido, apresentado por um laboratório estrangeiro, ainda será analisado.

O uso do Canabidiol

Até o momento, a  Anvisa  recebeu 374 pedidos de importação do Canabidiol para uso pessoal, dos quais 336 foram autorizados, 20 aguardam o cumprimento de exigência pelos interessados e 11 estão em análise pela área técnica.