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Você é uma mãe subjetiva ou uma mãe objetiva?

Saiba quais são as principais diferenças entre se guiar pela emoção ou pela razão na educação dos filhos

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

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Diz o ditado que pai e mãe são todos iguais, só mudam de endereço. Mas na verdade, existem muitas diferenças entre as maneiras de educar os filhos e uma delas é a principal motivação dos pais: alguns de nós somos mais guiados pela razão e outros mais guiados pela emoção.

Melinda Blau, no livro A Encantadora de Bebês, descreve a diferença entre os tipos de mães e dá um alerta: se você é uma mãe mais subjetiva, fique atenta para não ser manipulada pelo seu filho o tempo todo. Seu filho não é um reflexo de você mesma, por isso, ao reagir, tente se desligar da tensão da situação e focar no que está acontecendo com a criança.

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“Os pais  e mães subjetivos geralmente inventam desculpas para a criança ou racionalizam o mau comportamento. Eles falam sobre a criança em vez de lidar com o problema real”. Esse trecho do livro de Melinda Blau, que estará no 1º Seminário de Mães da Pais&Filhos e do Grupo Sou Mãe, fala principalmente do quanto usamos algumas frases de desculpa para justificar o mau comportamento das crianças. Reconhece algumas delas?

“Quando ele está com fome, ele fica assim”

“Hoje ele está diferente”

“Isso é de família”

“Os dentes estão nascendo”

“Ele é um anjo na maior parte do tempo”

“Com o tempo, isso vai passar”

Pois é. É bastante comum algumas vezes usarmos desculpas desse tipo para nos convencer de que o mau comportamento das crianças pode ser justificado. Mas provavelmente, a birra tem um motivo. Mães e pais subjetivos se identificam mais com as emoções das crianças. Quando somos mais objetivos, passamos a observar a situação para tentar resolver. Mas não é simples deixar a emoção de lado e seguir só a razão. Na verdade, somos uma mistura de razão e emoção o tempo todo, principalmente quando se trata dos nossos filhos. Veja algumas diferenças entre as mães objetivas e as mães subjetivas:

As mães mais objetivas…

… identificam-se com as emoções da crianças

… reagem de dentro para fora – suas emoções interferem

… sentem-se culpados, pois o que a criança faz se reflete neles

… inventam desculpas e racionalizam o comportamento da criança

… não investigam o que aconteceu

… ensinam sem querer que o mau comportamento é aceitável

… elogiam a acriança quando ela não merece

As mães mais subjetivas…

… enxergam a criança como outra pessoa, não parte dela

… baseiam suas reações na situação

… coletam evidências, analisando o mau comportamento

… ensinam aos filhos como lidar com seus problemas, expressar sentimentos e fazer escolhas

… ajudam a criança a enfrentar as consequências de suas escolhas

… elogiam quando a criança merece ser elogiada

As mesmas características valem para os pais também. Quando você percebe que está sendo muito movido pela emoção, seja pelo amor que transborda ou pela raiva do momento, dê um tempo para si: se acalme, tome um pouco de água e volte para ver com calma o que aconteceu de fato. Mau comportamento deve ser corrigido, mas sempre com limites claros e muito amor.

Confira o que rolou no Seminário: