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Respondemos seis dúvidas de leitoras sobre birra

Participe da campanha Culpa, Não no Facebook e não sofra tanto com os ataques

Redação Pais&Filhos

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O psicólogo Eduardo Coutinho Lopes, da Clínica BeSlim, responde a dúvidas das mães sobre birras. Confira!

Por Naiara Araújo, filha de Luiz Augusto e Dione

1. Qual a melhor maneira de lidar com a birra que acontece em lugar público? Por exemplo, aquele escândalo no meio do shopping (por Betania Araújo).

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Tudo começa com a primeira reação que os pais irão ter quando entrar em contato com esse comportamento. Os pais devem ficar na altura do filho (de joelhos ou agachados, por exemplo), falar olhando nos olhos e na linguagem deles, e dizer que esse comportamento não vai ajudar que consiga o que quer. As crianças procuram atenção, e, se os pais  perderem o controle no momento, elas vão entender que estão “ganhando”.
 
2. Por que a birra parece um botãozinho que se vira tão rapidamente? Em um segundo, uma criança que está se comportando bem, se divertindo, muda completamente de atitude e começa com escândalos? (por Thaís Sabino).

A infância é uma fase complicada, os pais geralmente estão trabalhando e, muitas vezes, a criança fica sozinha com a empregada, os avós ou em creches. Existe uma sensação de abandono, e a birra pode ser uma reação a esse sentimento. É importante ressaltar que cada caso é um caso. Também existem famílias com muitos conflitos e, ao perceber isso, essa é a forma que as crianças têm de expressar o que está passando com elas.
 
3. Tenho um filho de 2 anos e 5 meses. A caçula tem 9 meses. Faz um mês que ele começou a pedir tudo chorando. O que devo fazer? (por Grazielle David)

É comum o filho mais novo tentar regredir quando ganha um irmão mais novo. Ele sente que perdeu o  "reinado", já que agora o espaço será dividido com outro. Deixe-o participar, ajudar a dar banho, por exemplo, mostre que ele é importante para você e para o irmão.
 
4. O que fazer quando a sua paciência costumeira com o seu filho de 2 anos (que cospe toda vez que repreendido) foge e você perde totalmente o controle da situação? (por Juliana Centini)

Primeiro é importante tentar não perder o controle da situação quando a criança cospe: ela está querendo deixar marcas no pai ou na mãe. A criança precisa entender que, fazendo isso, não vai atingir os pais. Para resolver a questão crie um lugar de reflexão (o famoso “para para pensar”), onde a criança possa pensar no que fez, e a deixe lá por alguns minutos, o correspondente à idade dele (exemplo: 2 anos, 2 minutos; 3 anos, 3 minutos…). Para a criança, será um longo tempo. Depois, tente conversar e entender o que a criança pensou que conseguiria com essa atitude. Privá-la dos brinquedos prediletos é bom, mas ela tem de entender por que vai perder os brinquedos.
 
5. Minha filha de 3 anos e meio domina a casa e, se não tem atenção exclusiva, faz a maior birra. Eu acabo sempre cedendo. Acontece que tenho mais duas filhas, de 10 e 8 anos, que se sentem abandonadas. Minha filha mais velha chegou a ter um pesadelo em que cortava os braços da irmã pequena. Ela ficou assustada e eu também. Como posso resolver essa situação? (por Larissa Purvinni)

Começo pelo sonho que apesar de muito agressivo é contraditório, pois sem braços ela dependeria muito mais de você e delas. Há um comportamento que deve ser mudado aos poucos; é preciso impor limites à menor e mostrar que os pais têm outros compromissos, e que esse comportamento não vai ajudá-la a ter o que quer. Será o difícil fazer com que entenda isso, já que sempre teve sucesso com esse comportamento, mas não é impossível. Mostre que as irmãs também precisam da sua atenção.
 
6. A minha filha tem 1 ano e 10 meses. Tem dias que ela só quer colo e, quando não a pego, ela se joga no chão e começa a pedir tudo chorando. Às vezes acho até que está com alguma dorzinha, mas, quando vejo, é a mais pura birra. Como agir nessas situações? (por La Ri Prenhaca)

Ela provavelmente acabou de ser amamentada, ou esta sendo desmamada. A birra é uma reação aprendida muitas vezes, o bebê quando berra ganha atenção (peito e colo, por exemplo). Dê atenção a ela, mas aos poucos mostre outras formas dela obter o que deseja. Essa criança está entrando no mundo da linguagem e pode pedir o que quer verbalmente, mas isso precisa ser ensinado a ela.

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