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Prato perfeito

A alimentação do seu filho deve ser saudável, mas alguns deslizes são normais

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

por Ariane Donegati, filha de Jane e Julio

 


Foi com muitas dúvidas e conflitos que começamos nosso oitavo brunch da campanha "Culpa, Não!". Desta vez, a discussão foi sobre alimentação. Nem a chuva que corria solta atrapalhou nosso encontro mensal.

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As mães estavam preocupadas, mesmo, com uma coisa: "será que estou fazendo o certo com a alimentação do meu filho?".


Quem respondeu às perguntas foi o pediatra nutrólogo, do Hospital Israelita Albert Einstein, Artur Figueiredo Delgado, filho de Jacy e José. E quem intermediou o debate foi nossa diretora editorial, Monica Figueiredo, mãe de Antonia.


Segundo o médico, as exceções nunca devem ser a regra. Se você quiser dar um chocolate para seu filho comer, sem problemas. Mas essa não pode ser a sua principal refeição. A leitora e convidada Ingrid Oncken, mãe de Helena, foi precisa: “A culpa e a responsabilidade são coisas diferentes, mas elas se confundem. Isso acontece com a alimentação também”.


Monaliza Donegati, mãe de Maria Luiza e Guilherme, contou que um de seus maiores problemas é em relação ao conteúdo da lancheira das crianças. “Eu mando sanduíche com pão integral, frutas e um achocolatado uma vez por semana, mas eles dizem não gostar muito e que não é isso o que as outras crianças levam pra escola. Eu sinto, sim, certa culpa”.


Artur explicou que os pais devem se manter firmes e fazer aquilo o que for melhor para seus filhos, independentemente do que fazem as outras mães. “Ninguém morre de vontade, mas morre-se de doenças relacionadas à obesidade”, enfatizou.


Já Cinthia Pagiato, mãe de Francisco e Bruna, contou que sua filha não gosta de frutas, verduras e legumes. As crianças tendem a recusar certas coisas, mas é necessário incentivar a prova do alimento novo repetidas vezes, mantendo a rotina. “Assim, ela vai se acostumar a comer nos horários certos. Além disso, evite as guloseimas ao longo do dia. Isso pode evitar algumas brigas”, orienta Artur. E evitar a culpa. Culpa, não! responsabilidade, sempre.

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