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Os fugitivos

Manter seu filho ao seu lado não é fácil; ele está testando a independência dele

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Depois da oitava vez desperadora que tive que puxar meu filho de um ano e 6 meses do meio da multidão na rua, eu comecei a imaginar o que poderia estar se passando naquela cabecinha toda vez que ele saía de perto de mim. Estaria entediado, chateado e procurando por aventuras? Independentemente de sua motivação, eu sabia que tinha chegado o momento de procurar conselhos sobre como ter controle sobre isso.

 Tovah Klein, diretora do Barnard College Center for Toddler Development, em Nova York, me assegurou que não estou sozinha nessa história de perder por um momento (que parece eterno) os filhos em lugares públicos. É um aperto que eu passo em museus, cinemas, restaurantes e supermercados, mas é normal e acontece com todo mundo. Ufa!

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Fugir do lado dos pais é uma forma que eles encontram de explorar sua independência. A gente tem que se acostumar. “Por volta dos 18 meses, as crianças começam a percebem que são sua ‘própria pessoa’”, diz Klein.

Então, nessa fase, nossos filhos estão ansiosos para sair do carrinho e dar uma voltinha pelo mundo, ou simplesmente pelo outro lado da rua. Só que sozinhos. “Eles não entendem que, quando correm, os adultos nem sempre os veem ou estão ali para protegê-los”, explica a diretora.

Supervisione

Ainda bem, existem estratégias que você pode usar para manter as crianças salvas – e aprender a deixá-las a seu alcance. E não é só na rua que isso acontece mesmo: até dentro de casa é preciso estar atento e deixar o ambiente seguro para os bebês.

Porém, em locais públicos, ficar de olho é mais do que essencial. “O importante é a supervisão ativa do adulto. Fique perto e segure pela mão”, apontou Lia Gonsales, mãe de Antonio, e coordenadora de mobilização da ONG Criança Segura. Lia ainda reforça que, se possível, quando você for passear com seu filho e for enfrentar as ruas, tente estar sempre junto com algum outro adulto. “Para atravessar a rua, por exemplo, não segure na mão, pegue seu filho pelo pulso. Assim, você não corre o perigo de ele se soltar”, explica.

Em geral, as crianças entre um e 2 anos de idade ainda não têm controle de sua capacidade motora, ou seja, eles não têm muito equilíbrio e, mesmo assim, gostam de explorar essa nova habilidade. Essa combinação traz bastante dor de cabeça para os pais e alguns bons tombos para os nossos filhos.

Outro conselho de Lia é conversar, mesmo com os que ainda são bebês, sobre a importância de se estar sempre junto dos pais, em locais abertos. Eles não vão compreender na hora, mas com o tempo vão entender, pode acreditar!. “É preciso associar a orientação educativa com a supervisão dos adultos. À medida que eles crescem, trabalham essa questão da orientação que sempre foi passada”.

A velocidade dos passos é outra coisa que vai aumentando de acordo com o crescimento das crianças. A partir dos 3 anos, elas já começam a correr. Aí já viu, elas vão adorar esta habilidade. Por isso, os cuidados precisam ser redobrados dentro e fora de casa. Outra dica é evitar locais que chamam a atenção delas, como os supermercados.

Aos poucos, nossos filhos vão ganhando independência, mas mesmo assim você precisa estar sempre de olho e por perto.

Consultoria: Lia Gonsales, mãe de Antonio, é coordenadora de mobilização da ONG Criança Segura.

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