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O problema é nunca ter culpa

Veja o depoimento de Larissa sobre os benefícios que a culpa traz

Redação Pais&Filhos

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Larissa Purvinni, mãe de Carol, Duda e Babi conta o lado bom dos beliscões que levou da culpa

 

Quando decidi ter filhos, queria ser radicalmente diferente do que minha mãe tinha sido comigo. E, como costuma acontecer, acabo sendo bem parecida: trabalho demais, não estou tão presente quanto acho que deveria, aquele clássico que muitas mães reconhecem.

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De certa maneira, a culpa funcionou como um motor pra que eu lidasse com meus limites e dificuldades. Se percebo que estou me envolvendo muito com as minhas questões e esquecendo de prestar atenção às minhas filhas, a culpa me belisca e me manda mudar.

Hoje mesmo, aproveitei que estava perto de casa ao voltar de uma reportagem e passei para pegá-las na escola. Almocei em casa, dei beijo e abraço, a Babi, a mais nova, de 4 anos, passou batom em mim e me contou história para eu descansar (fechou a cortina e tudo).

Foi rápido, mas são esses momentos que fazem diferença e mostram que a gente se importa que, quando pode, está por perto. Sobre minha mãe, é engraçado pensar que o que mais me incomodava quando criança era achar que ela não se importava e não tinha culpa nenhuma de não ser a mãe que eu precisava. Claro que não era assim de verdade e minha mãe com certeza fez o melhor que pôde, mesmo achando que não era o suficiente.

Hoje, como mãe, entendo que a gente faz o possível e que temos enormes limites. Ser mães não muda a categoria básica a que pertencemos: como dizia o filósofo, somos humanos, demasiadamente humanos. Ainda bem.

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