Mais

Na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza…

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Dinheiro pode ser motivo de briga entre marido e mulher. Selecionamos um trecho do livro “Como reinventar o casamento quando os filhos nascem”, de Gary Chapman, que fala sobre o assunto

Por Gary Chapman

Anúncio

FECHAR

Os dois estavam em meu consultório. Ela chorava de modo descontrolado. Por fora, ele parecia impassível, mas dava para ver que se sentia profundamente frustrado. Sete anos e dois filhos depois do dia do casamento, a união estava em pedaços. Segundo o ponto de vista dela, antes do casamento ele era romântico, amoroso e carinhoso. Depois que eles se casaram, o marido teria se tornado frio, arredio e egoísta. Com lágrimas nos olhos, ela disse:

— Tudo o que eu sempre quis foi um marido que me amasse, que gostasse de ficar comigo, alguém com quem eu pudesse compartilhar minha vida. Será que estou pedindo demais? Pensei que tinha isso antes de nos casarmos. Não sei o que aconteceu, mas, depois do casamento, é como se ele tivesse se tornado um homem diferente. Dois anos depois, tivemos nosso primeiro filho. Achei que isso serviria para nos unir, mas estava errada. Aí veio o segundo filho. Ele começou a ajudar mais nas tarefas de casa, mas passou a não sobrar tempo nenhum para passarmos a dois. Eu me sentia como se fôssemos dois colegas de quarto, cuidando de duas crianças. Adoro meu filhos, mas também desejo um homem que converse comigo. Quero que nossa vida seja mais do que apenas cuidar de nossos filhos.

Quando olhei para o marido, ele disse:

— Sinto muito por não ter sido capaz de suprir as necessidades dela. A parte financeira está em ordem, mas não sobra dinheiro. Tenho um bom emprego, mas não sou rico. Ela trabalha apenas meio expediente. Também gosta de presentes e de ir a lugares para fazer coisas. Tudo isso custa dinheiro, e um dinheiro do qual não dispomos. Tenho tentado economizar para comprarmos uma casa. Sei que ela não gosta do lugar onde estamos morando, só que não há dinheiro suficiente para fazer tudo.

O problema era que eles jamais haviam promovido a integração entre o casamento e as finanças. Ele estava economizando cada centavo para dar de entrada em uma casa. Além de seu emprego em tempo integral, ele trabalhava em outro emprego de meio expediente, e cada dólar extra que ganhava ia para o fundo de reserva que criara para comprar a casa. Ela também queria comprar a casa, mas preferia a intimidade no casamento.

Quando ele estava em casa, encontrava tempo para ficar com as crianças, para assistir aos programas esportivos na televisão, mas sobrava pouco ou quase nada para ficar com a esposa. Ao refletir sobre a questão, ele também concordou que o casamento era mais importante do que a casa, mas essa conclusão não se refletia em suas atitudes

Invista seu dinheiro em suas prioridades

Há um princípio bem simples que, quando colocado em prática, ajuda a preservar o casamento vivo, seja qual for a renda do casal. Invista seu dinheiro em suas prioridades. Se o relacionamento conjugal é uma prioridade – e se presentes especiais, uma noite de namoro por semana e passeios a dois de vez em quando podem potencializar o casamento –, então invista seu dinheiro e transforme essas coisas em realidade. A casa pode até ser adquirida dois ou três anos além do previsto, mas, pelo menos, vocês terão um casamento sadio.

Sem dúvidas, ter filhos é caro. Mas há muitas maneiras de reduzir gastos, de economizar e de investir. Há dois métodos básicos para aumentar as reservas financeiras e investi-las em seu casamento, mas ambos exigem muito esforço para serem colocados em prática. Um deles é a redução das despesas; o outro é o aumento da renda. Essas mudanças potencializarão seu relacionamento.


Como reinventar o casamento quando os filhos nascem, de Gary Chapman

Quando o filho chega, parece que o casal precisa começar do zero. A atenção de ambos é voltada para o bebê e, muitas vezes, esquecem o relacionamento.
Ed. Mundo Cristão (www.mundocristao.com.br), R$7,90

Pais&Filhos TV