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Mãe de primeira viagem (outra vez!)

Daniella, mãe de Davi e Artur, se sente culpada por ter deixado o filho mais novo comer certas guloseimas

Redação Pais&Filhos

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Sou mãe do Davi, do meu primeiro relacionamento, que tem 10 anos, e o Artur, de 1 ano e 4 meses, do meu atual esposo. O Davi nunca me deu trabalho com relação à comida. Aliás, ele sempre foi exemplar. Mamou no peito até 9 meses, sempre foi aberto a novos sabores de frutas, legumes e verduras….sempre comeu de tudo, NUNCA fez cara feia ou ficou com nojo… Minha mãe sempre foi muito presente na vida dele, desde o nascimento, pois ela é enfermeira e auxiliou no parto.

Como hoje moro em outra cidade, a 170 km de distância da cidade dela, a convivência com o segundo neto já não é tão intensa. Então isso, às vezes, fica na minha cabeça: será que o Davi não me deu trabalho com relação à comida devido à ajuda da minha mãe? E agora que estamos distantes, estou falhando com o Artur? O Artur é bem temperamental… É taurino, primeiro filho do meu esposo que tem 45 anos. Ele também mamou no peito até os 9 meses. O que me preocupa é que ele tem uma aversão muito grande à frutas e legumes. Só aceita laranja espremida e de legumes, come apenas a batatinha cozida. Quando iniciei a papinha, sempre fiz de tudo. Porém, tudo bem: amassadinho ou centrifugado, ele adorava. Também não teve dificuldades com frutas, pera e maçã raspadinha, banana amassada. Mas agora, depois de um aninho, ele se “rebelou”. Não aceita nada, chora, empurra, tem ânsia de vômito. Fico muito preocupada, às vezes até culpo meu esposo por ter deixado ele experimentar chocolate e guloseimas antes do tempo certo. Me culpo também por ter sido negligente ao dar, em uma viagem que fizemos, suco industrializado (de caixinha) e hoje ele só aceita esse tipo de suquinho; sei que é muito rico em açúcar e pode ser prejudicial. Na última consulta à pediatra, foram receitados os famosos “lombrigueiros” e, por sequência, uma vitamina, que ela disse para ficar de olho se houver alguma mudança e que pode ser que, depois disso, ele passe a ficar mais aberto a novos sabores. Mas, como a pediatra é do SUS, sempre fico com um pouco de receio da qualidade do atendimento, né?!

 Bom, finalizando: como a diferença entre um filho e outro é de quase 10 anos, me sinto uma mãe de primeira viagem novamente com relação a alguns assuntos. Quero que o Artur se desenvolva de uma maneira saudável. Sonho em vê-lo comendo uma frutinha, nem que seja uma amorinha pequenininha, rs.

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