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Ítalo-bahiano

Redação Pais&Filhos

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Felipe Andreoli tem muita história de família pra contar, desde a mãe que veio da Bahia em pau-de-arara, à tradição dos Luizes do lado paterno.

Posso dizer que sou uma mistura de baiano e italiano. A família de meu pai, os Andreoli, é uma daquelas típicas italianas: todo mundo falando alto, dando risada, comendo e se amando e se odiando com intensidade. Meus avós, dona Gerusa e Dr. Luiz (médico) se amavam muito. Vovô Luiz morreu muito cedo, com 55 anos. Eu, assim como meu pai e todos os primeiros filhos, herdamos o nome dele. Meu pai é só Luiz e eu Luiz Felipe, com Z, vale ressaltar.

Já minha mãe, Edileuza Guimarães, saiu do interior da Bahia, naqueles caminhões pau-de-arara. Minha vó, dona Valda, se irritou com as peripécias amorosas de meu avô, Seu Epifanio, pegou suas tralhas e se picou para o interior de São Paulo, Araras, onde conheceu meu "segundo" vô, o Ezequiel.

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Meus pais se casaram comigo na barriga.  Quando eles se separaram, eu tinha apenas 4 anos e meu irmão, Roberto, 6 meses. Hoje minha mãe é casada com o Dalberto, o Dal, que muito me ensinou. Já meu pai teve mais 3 casamentos, e teve minha linda irmã, com um nome bem Andreoli: Luiza.

Dona Edy sempre foi liberal e parceira. Tenho certeza que eu e Beto temos muito respeito pelas mulheres por causa das longas conversas que tínhamos sem reservas com mamãe.
Meu pai, assim como eu, também é jornalista. Ele sempre trabalhou no jornalismo esportivo e os eventos sempre acontecem no fim de semana. Como queria muito estar ao lado dele, ia passar o dia nos estúdios da TV Globo e depois Bandeirantes, onde curiosamente trabalho hoje.

Minha relação com o Beto e com a Luiza é muito boa. Eu e Beto vivíamos grudados e as brigas eram inevitáveis, principalmente porque somos muito competitivos. Mas a gente sempre se amou muito e somos tutores um do outro. Luiza é a nossa pequena, e mesmo ela tendo quase o meu tamanho e sendo um mulherão, continua sendo a nossa nanica.

Recordo-me de passagens bacanas da minha infância. Quando meu padrasto tinha uma folga, íamos até a praia, e ele tinha um iate lindão – a Aluada – e a gente ia passear de barco pelas ilhas de Ubatuba, me sentia um máximo!

Outra lembrança muito forte que tenho com meu pai é de quando a gente ia comer num restaurante em São Bernardo, chamado Demarchi. Era um salão imenso, um ambiente barulhento, lotado e a especialidade da casa era risoto de frango e polenta. Eu odiava ir até lá, mas depois de comer, o passeio valia a pena.
Acredito que as principais qualidades que tenho vêm dos meus pais. E os defeitos também… A integridade, honestidade, o companheirismo com a esposa, ser um bom colega com os parceiros de trabalho, e – acima de tudo – ser feliz, que é o mais importante de tudo.

Eu e a Rafaella estamos casados desde o ano passado, e claro, queremos ter filhos, pelo menos dois. Ninguém é perfeito, mas acho que meus pais nos educaram muito bem. Espero que eu possa passar os mesmos valores para os meus filhos: educação, gentileza, integridade, e dedicação e amor no que se propõe a fazer. Creio que é por aí. Daqui uns 2, 3 anos, acho que estou pronto para a aventura de ser pai.

Felipe Andreoli, filho de Edileuza e Luiz, é jornalista e apresentador do programa CQC, da TV Bandeirantes.

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