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Grávida com endometriose

Antes de fazer a cirurgia, Cristiane descobriu-se grávida

Redação Pais&Filhos

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Depois de terminar um namoro longo e sair de um emprego ruim, passando por várias experiências profissionais que não deram certo, resolvi fazer umas mudanças de vida. Voltei para a minha área de atuação, análise de sistemas, e para a faculdade, para fazer uma pós-graduação. Acabei me interessando por um colega de sala, começamos a namorar e nos casamos. Eu tinha 36 anos.

Conversamos sobre termos um bebê. Estava me aproximando dos 40 anos e achamos melhor ouvir a opinião de um médico. Como sempre, mantive uma alimentação saudável e pratiquei atividade física, minha saúde era perfeita, o que diminuía alguns problemas gestacionais.

Tentamos durante um ano e não consegui engravidar. Se eu fosse mais jovem, teria mais tempo para novas tentativas, mas decidimos procurar um especialista em fertilidade e fizemos um primeiro tratamento, que não surtiu efeito. O médico nos sugeriu uma inseminação, mas achávamos que poderíamos tentar outros recursos.

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Fui ouvir a opinião de outro médico, que detectou que eu estava com endometriose. Por não conseguir determinar o grau, ele pediu para que eu fizesse uma videolaparoscopia, um procedimento que limparia os focos. Procurei um ginecologista e fiz alguns exames clínicos necessários para a cirurgia e uma avaliação cardiológica para saber se estava tudo bem.

Quando estava tudo pronto para a internação, retornei no médico e comentei que minha menstruação estava atrasada, mas  como tenho ovários micropolicísticos, meu ciclo nunca foi regular. Ele me pediu um exame de sangue Beta HCG com urgência para descartarmos as chances de engravidar, já que faria a cirurgia na próxima semana.

No exame, surpresa. Estava grávida de cinco semanas. Foi uma alegria! Mas, mesmo assim, ficamos cautelosos e achamos melhor conversar com o médico sobre os possíveis problemas. Fizemos um ultrassom e choramos de emoção ao ver o coração do nosso bebê batendo. Para mim, foi uma realização, já que engravidei naturalmente, sem precisar fazer inseminação.

Tive que tomar alguns cuidados até completar 16 semanas, mas tive uma gestação ótima. O Lucas nasceu perfeito e, quando ele completou um ano, decidi engravidar novamente. Depois de quatro meses de tentativas, fiquei grávida naturalmente do Murilo, hoje com quatro meses.

Adorei a sensação de estar grávida e carregar o bebê na minha barriga. Aliás, gosto de estar grávida e tenho saudades! As minhas duas gestações foram ótimas e hoje formamos uma família linda! Não trocaria os momentos com eles por nada. Ter filhos é uma benção que não se compara a nenhuma outra alegria que possamos ter na vida.

Cristiane Mauerwerk Simão, casada com Eduardo Simão, mãe de Lucas e Murilo, é analista de sistemas

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