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Futuro garantido

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

 

por Janaina Gimael, filha de Misael e Lunalva, e LAURA DE ARAÚJO, filha de Edvar e Marta
 
Pais e mães sabem o quanto é preocupante imaginar que um filho pode passar dificuldades financeiras lá na frente. A partir de pequenos valores mensais, dá para garantir, desde já, uma ajudinha extra para que isso não aconteça.
 
Não dá para prever o futuro, mas uma coisa é certa: se a gente conseguir se programar um pouquinho do ponto de vista financeiro, conseguiremos garantir muitas coisas para os nossos filhos. Uma das opções para quem quer começar o planejamento são os planos de previdência com foco nos menores, que podem ser feitos com pequenos valores ao mês.
 
Eles servem como uma espécie de poupança, com objetivo definido. Uma quantia vai sendo paga mensalmente e, lá adiante, a criança – que já vai ser um adulto – pode receber uma renda, seja para ajudar nos estudos, programar uma viagem, comprar um carro ou até para sua aposentadoria.
 
 Muita gente já desiste da ideia de contratar um plano de previdência para os filhos porque pensa que é preciso ter muito dinheiro sobrando para aplicar. Na verdade, o mercado oferece opções que giram em torno de R$30 mensais. É o caso do plano Crescer, da Caixa Econômica Federal (CEF), que tem contribuição mínima de R$35 por mês e aporte inicial de R$150. “Se pensar bem, o montante aplicado por mês é infinitamente menor do que os gastos com um brinquedo, por exemplo”, opina o diretor da Caixa Vida & Previdência, Juvêncio Braga, pai de Pedro e Daniel.
 
O Brasilprev Júnior, da BrasilPrev, pode ser adquirido a partir de um valor ainda menor: R$25 mensais. Já no Bradesco a contribuição mínima do Prev Jovem é de R$30, mesma quantia delimitada pelo HSBC. 
 
“A nossa ideia é que todo mundo deve começar a partir de algum valor. Aos poucos, se pode aumentar o valor, mensal ou único. Se eu coloco R$30 por mês e, ao receber meu 13º, quiser colocar uma parte no plano de previdência, faço esse aporte e continuo mantendo as prestações de R$30 por mês”, explica Américo Gomes, Diretor Executivo da Bradesco Vida e Previdência e pai de Renan. Ele afirma que, além de pais e mães, muitos avôs e avós fazem o investimento para os netos. 
 
O bom é que, se houver algum imprevisto e a contribuição não puder ser feita, não há problema. No próximo mês o cliente retoma.
 
No momento de optar por um plano, é preciso fazer uma série de escolhas. De acordo com Conrado Navarro, fundador do Dinheirama.com e filho de Oscar e Carmen, o primeiro ponto é buscar planos que mais cheguem perto dos seus objetivos. Se você pretende investir por mais de 10 anos, pode escolher planos mais “arriscados”. Mas se o tempo de aplicação for mais curto, prefira investir em planos com menor exposição ao risco – até 15% ou 30% no mercado de ações. 
 
Outro ponto a ser avaliado é que um plano pode ser do tipo PGBL ou VGBL. O primeiro é indicado para quem paga Imposto de Renda usando o modelo completo. “Existem as famílias que querem fazer poupança, mas não fazem a declaração completa do IR, e sim a simplificada. Nestes casos, o mais indicado é o VGBL, que não deduz do IR mas não é tributado durante a acumulação”, explica Oswaldo do Nascimento, diretor responsável por previdência e investimentos do Itaú, vice-presidente da Federação Nacional de Vida e Previdência, e pai de Priscila e Patrícia. 
 
Mais benefícios
 
Um benefício dos planos de previdência voltados para as crianças são os seguros e serviços que vêm atrelados a eles. No plano Crescer, da CEF, o serviço de Assistência Educacional indica, entre outras coisas, professores particulares no caso de a criança ficar doente e não poder comparecer às aulas. O Prev Educar, do Santander, possui serviço de assistência 24 horas, que proporciona ao menor de idade, em caso de doença ou acidente, primeiros socorros, professor particular, e transporte à escola, por exemplo. Também pode ser contratada uma proteção adicional que garante, em caso de falecimento do titular, uma renda mensal, até os 21 anos, chamada de Pensão aos Menores.
 
De olho nas taxas
 
As taxas de administração e carregamento (porcentagem sobre as contribuições efetuadas) cobradas devem ser consideradas na contratação. Isto porque, se forem muito altas, podem comer boa parte dos rendimentos.
A dica de Conrado Navarro, do Dinheirama, é a escolha por planos com taxa de carregamento zero. “A tarefa será entender as regras dos planos oferecidos no momento da busca. Você vai se deparar com possibilidades de zerar essa taxa de carregamento aumentando o depósito inicial ou fazendo aportes mensais maiores”, explica. Com relação às taxas de administração, escolha planos com taxas de até 1,5% em renda fixa e 3% em renda variável. O HSBC, por exemplo, tem taxas de administração decrescentes, que variam de 4% a 2%, de acordo com o valor da contribuição e o tempo de permanência no plano. Neste item, mais uma vez, o que vale é pesquisar. 

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