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Comida de Alma: Pão da memória

Marcelo Cunha Bueno ensina a fazer receita da sua família e mostra a importância dos rituais familiares para construir a memória das crianças

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

“Toda criança tem que crescer com acontecimentos que marquem sua vida afetivamente: é assim que elas aprendem”. Quem defende esse ponto é nosso colunista e diretor pedagógico do colégio Estilo de Aprender, Marcelo Cunha Bueno, pai de Enrique, 3 anos. O pedagogo nos recebeu em sua casa para compartilhar uma receita que faz com sua esposa, a nutricionista Gabriele, e o filho.

O “Pão da Memória” era feito pela avó de Marcelo quando ele ainda era criança. A receita evoluiu: o recheio de calabresa foi substituído por uma massa de banana-verde e castanhas. Mas o essencial continua o mesmo: a família reunida na cozinha enquanto o pão assa.

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Para Marcelo, este é o tipo de ritual familiar que não se pode deixar de cultivar por conta da correria da vida. São esses os momentos que se constroem recordações ricas e em que se criam os reais vínculos afetivos. Hoje o ritual não é mais da avó de Marcelo, nem dele, é de Enrique. A história da criança é construída nas tardes em que o Pão da Memória é feito.

Cultivando rituais

A função de um ritual é dar sentido a algo. Quando é um hábito ir junto com os filhos na tarde de domingo, o programa acaba dando um sentido extra para o filme, e tudo junto vai gerar uma lembrança para a vida toda. E é disso que se faz o significado pessoal da vida! “Tem muito valor se fazer ao menos uma refeição junto todo dia, passear de bicicleta no fim de semana. A criança espera por esses rituais: ela sabe que este é o momento da família” E é neste lugar quem as receitas de família tem um destaque especial. “Cozinha é presentear os outros com sabores afetivos”.