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Depoimento Yonna Kim

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

05/02/2013

Yonna Kim é mãe de Nicholas, 4 anos e 11 meses e Layla, 1 ano e 11 meses.

“Conheço poucas mães que preferiram fazer uma cesariana desnecessária. Afinal, uma mulher tem ou deveria ter o direito de optar pelo tipo de parto que quiser, mas sempre rola um espanto quando se escolhe espontaneamente a cirurgia em vez do parto normal.

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Confesso ser uma dessas chatas que se espantam, porque eu quis MUITO um parto normal. Frequentei (e arrastei o marido) aulas de ioga e hidroginástica para gestantes, treinei posição, respiração, escolhi um obstetra renomado por realizar partos normais (e aos 45m do 2º tempo acabei mudando de médico), cogitei e consultei doulas, mas no fim das contas, meu primeiro filho nasceu de cesárea.

Tentei até o limite do razoável. Tive contração, dilatação, tudo bonitinho, mas meu filho estava enrolado no cordão umbilical e não desceu de jeito nenhum. Minha filha, que nasceu três anos depois (o que permitia uma nova tentativa) também nasceu cirurgicamente, mas desta vez nem entrei em trabalho de parto.

Sofri demais nas duas vezes, meus pós-operatórios foram terríveis, senti as piores dores da minha vida. Sempre que vejo a horrível cicatriz, penso em como eu gostaria de ter tido um parto normal, mas quando olho meus filhos lindos e saudáveis, tenho certeza de que não poderia ter sido de outra forma. Nem gosto de pensar no que poderia acontecer se eu tivesse sido radical e insistido até o fim por um parto natural.

Sou contra médicos que pressionam e inventam mil motivos para a mãe optar por cesárea, só para poder seguir com a agenda programada, viajar no fim de semana, etc. Mas também sou contra campanhas de parto normal que condenam quem faz cesárea. Como tudo na vida, ambos têm prós e contras. Os futuros pais devem pesquisar e se informar muito, para buscar o que for melhor para a mãe e o bebê, sempre visando o bem-estar de ambos”.

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