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Cada um tem a sua própria vontade

Kelly Hoffmann, mãe de Bruna e Fernando, sabe que ela é a melhor mãe que pode ser – dentro do seu limite!

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Meu nome é Kelly e tenho dois filhos, um menino de 4 anos e uma menina de 6. Cada um deles é um amor, um sentimento. Não tem como ser igual, e nem por ser um de cada sexo, mas cada um é um indivíduo, com características diferentes. 
 
A Bruna é a mais velha, teve seu pequeno reinado durante dois anos, mas aprendeu muito bem como a vida é mais legal quando se tem um irmão, tanto que, aos três anos, ao descobrir que um amiguinho da escola era filho único, soltou: “mãe, tadinho do meu amigo, ele é triste porque não tem nenhum irmão”. Ela é super esperta, fica antenada em tudo que está acontecendo, quer saber das coisas do mundo e eu não omito, respondo cada pergunta com uma linguagem pra idade dela, de uma maneira que possa entender.
 
O Fernando é um bebezão, gosta de ser um bebê, mesmo sendo enorme. Eu mimo, o pai mima, a irmã mima e ele adora. Quer canções de ninar, carinho nas costas, quer que a gente faça tudo por ele, mesmo aquilo que sabe fazer sozinho.
 
Até na hora de comer a diferença aparece, a Bruna não gosta de macarrão e o Fernando ama. Sabe aquela salsicha, que as mães não querem que os filhos comam e eles amam? A Bruna adora, já o Fernando nunca conseguiu engolir nenhum pedaço, ele já tentou, mastigou, mastigou e não conseguiu engolir. Acho que essa é a maneira mais fácil de diferenciá-los. Cada um tem a sua própria vontade, as suas preferências. Um acorda cedo e o outro é noturno. Um gosta de filme de ação e luta, e o outro gosta de histórias do tipo Harry Potter, e assim vai.
 
Eu não os acostumei a sempre ganhar presente no aniversário no dia do outro e essas coisas, e quando saio pra comprar roupa ou sapato, não tenho a obrigação de trazer para os dois. É assim, um consenso de que está ganhando porque precisa ou porque eu achei uma coisa interessante, a um bom preço. Eles já reclamaram sim, mas aceitam bem. Não sei se é o certo, mas eu e meu marido tentamos levar assim e até agora está dando certo.
 
Já bateu uma culpa sim: “Ai, será que faço mais por aquele, ou dou mais atenção pra esse?” Eu paro e penso que faço o melhor que eu sei fazer como mãe, sou a melhor mãe que eu posso ser e sou assim. Isso me conforta.