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Boa noite, Cinderela

Não é loucura, crendice popular, nada disso: a gente sente muuuuito sono durante

Redação Pais&Filhos

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Dormir é uma delícia, básico, fundamental. O problema é que basta descobrir que estamos grávidas, que o sono começa a aumentar, aumentar, tanto que, muitas vezes, a gente se pega dormindo no meio de uma conversa! Prepare-se: os primeiros três meses são os piores. Depois, o corpo vai se acostumando e a gente também. Tanto isso é verdade e normal que muita gente diz que é bom dormir mesmo, porque depois que o filho nasce, nunca mais dormimos direito.

Com certeza, as grávidas estão aproveitando os últimos momentos de tranquilidade. Tanto sono seria uma espécie de lei de compensação prévia da natureza? Fato: as mudanças físicas, psicológicas e hormonais que uma gestação provoca têm total influência nisso tudo.

Sabemos a grande mudança que é se descobrir grávida. Isso gera ansiedade e inevitáveis alterações no ciclo do sono. Mas não é só isso. O corpo feminino se prepara para a formação e desenvolvimento do bebê. Assim, o volume de sangue rodando pelas veias de uma mulher grávida aumenta em quase 50% com relação ao período em que ela não estava com o bebê na barriga. De acordo com o ginecologista e obstetra Edílson Ogeda, pai de Filipe e Beatriz, a quantidade maior de sangue faz com que os órgãos se dilatem, sendo este um dos possíveis fatores para o aumento do sono.
 
A placenta vai começar a produzir mais progesterona, hormônio responsável pela continuidade da gravidez e que, segundo os especialistas, é a principal causa da sonolência gestacional. “Com o passar do tempo, elas irão se acostumar com a maior concentração do hormônio”, diz Renata di Sessa, filha de Luiz Antônio e Silvia, ginecologista e obstetra. É por isso que após a 12ª ou 13ª semana (mais ou menos) o sono tende a voltar ao padrão de uma não-grávida.

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FECHAR

Sentir mais sono neste momento não é uma regra. Se você não passar por isso e estiver fazendo direitinho o pré-natal, fique despreocupada. Mas, se a vontade de passar algumas horinhas a mais na cama te pegar de jeito, o ideal é mesmo obedecer ao organismo. Isso se for possível, claro! Nós e os médicos sabemos da correria do dia a dia (outros filhos, trabalho, preparação do quarto do bebê, rotina de exames). Então, o conselho é compreender que esta é uma fase e que você precisa evitar esforços físicos e tentar descansar quando puder.

Durma bem

Outras atitudes facilitam que o sono seja bom, renovador, e que você realmente possa aproveitá-lo. É claro que um colchão apropriado e um travesseiro de boa qualidade vão mais do que ajudar. Parece óbvio, mas a posição ideal é aquela em que você se sentir mais confortável – a regra é essa. Procure jantar duas horas antes de se deitar, para evitar refluxos e dores de estômago. Beba bastante água durante o dia, mas tente não abusar durante a noite; assim você vai levantar menos vezes da cama para ir ao banheiro. Exercícios físicos, como pilates e caminhada, também costumam dar uma forcinha.

Você só deve se preocupar se o aumento do sono estiver combinado com alterações nos exames de sangue. Fatores patológicos como diabetes gestacional, problemas na tireóide e anemia também aumentam a sensação de sonolência. “No pré-natal é feito um rastreamento de patologias. Já na primeira consulta dá para se ter uma ideia se existem chances de desenvolver algum tipo de doença relacionada ao sono”, conta Renata.

Nossa dica é: relaxe e aproveite mesmo esses momentos de sono durante a gravidez. Depois que seu bebê chegar ao mundo, suas horas de sono, com certeza, serão bem menores. Mas, os sonhos… ah! Esses serão bem melhores!  

“Meus olhos fechavam mesmo quando eu estava de pé. Meu sono ficou bem forte até o quinto mês. A sensação é igual quando você vai pra balada e tem que trabalhar no outro dia. Meu médico recomendou que eu comesse muito bem!”
Jully Cuani, mãe de Sara

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