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Até uma certa idade, não dá para sair sem carrinho. Saiba escolher o melhor tipo

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

O carrinho é item essencial em qualquer enxoval e precisa ser escolhido meticulosamente, pois o bebê vai passar um bom tempo dentro dele. Neste momento, tenha em mente que, independente do modelo e da idade da criança, ele precisa ser forte, confortável e bem ventilado.
 
Nas primeiras noites da criança em casa, o carrinho serve como substituto do berço. “Ele pode ser colocado ao lado da mãe, o que facilita a amamentação, principalmente nas madrugadas”, diz o pediatra Sylvio de Barros, pai de Iuri, Bruna e Giovana.
 
Até os 6 meses de idade, os bebês podem dormir à vontade nele. “O carrinho deverá ficar em posição horizontal e, havendo aberturas laterais, estas precisarão ser fechadas durante seu período de sono”, justifica o pediatra. Para essa fase, você também pode usar os carrinhos que não possuem mobilidade. “Como este carrinho geralmente é o mesmo que se utiliza encaixado sobre uma base fixa no banco traseiro do automóvel, ele pode ser usado para saídas como visitas pediátricas, vacinações, ou pequenas viagens”, indica. Para brincar, deixe seu filho em um local mais seguro do que o carrinho, como o colo, o chão e o berço, principalmente os menorzinhos.
 
Para escolher o modelo desse carrinho, baseie-se em alguns parâmetros como custo/benefício, marca, indicações de pais mais experientes e material de fabricação, por exemplo. “Dê preferência para os que mudem de posição e que tenham os cintos que mantém as crianças confortáveis de qualquer jeito”, afirma o pediatra. Outro fator importante e que conta muitos pontos na hora de optar é a durabilidade, pois um mesmo carrinho pode ser usado durante bastante tempo.
 
A manutenção do carrinho pode ser comparada com a de um carro de passeio. É preciso estar sempre de olho em problemas que podem causar acidentes. “Observe se ele tem partes cortantes, o cinto de segurança de cinco pontos, o apoio para os pés, o sistema de travamento da abertura, o freio de estacionamento, as dobradiças”, explica Alessandra Françoia, filha de Maria Luiza e Harry, e coordenadora nacional da ONG Criança Segura.
 
Ao perceber que seu bebê, que já não é mais tão bebê assim, não está cabendo no carrinho ou começou a rejeitá-lo e só quer saber de andar, é a hora de trocar de modelo ou mesmo de parar de usá-lo. Você pode guardá-lo para o próximo filho ou doar para alguém que está à espera de um bebê e de muitos passeios. 
 
Regulamentação: Os fabricantes brasileiros de carrinho têm obedecido à norma brasileira, que é muito parecida com a européia, mas ainda não existe uma certificação para este tipo de produto. O Inmetro, órgão responsável pelo selo, deve aprová-lo em 2013.
 
Produto: Carrinho Vivo – RM197K
5 posições de recline, parte frontal do assento retrátil, fecha-se formando um berço maior. Sistema de fechamento pantográfico (guarda-chuva), acionamento individual de freios, cesto porta objetos, toldo retrátil com bolso, rodas dianteiras giratórias com travas, cinto de cinco pontos, tecido acolchoado, suporte para os pés e estrutura em aço tubolar. Recomendação de uso: De 0 á 18 kilos. Por R$ 299.
 
Consultoria: Alessandra Françoia, filha de Maria Luiza e Harry, é coordenadora nacional da ONG Criança Segura; Sylvio Renan Monteiro de Barros, pai de Iuri, Bruna e Giovana, é pediatra e autor do livro “Seu bebê em perguntas e respostas – do nascimento aos 12 meses”.

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