Gravidez

Veja como acabar com o enjoo durante a gestação

A náusea pode ser controlada de uma forma 100% segura para você e para o bebê

Redação Pais&Filhos

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como acabar com o enjoo na gestação

Na ficção, é sempre o sinal de alerta: se a mocinha da história fica enjoada é quase certo que está grávida. Mas não é só nos enredos de novelas e filmes que isso acontece. O enjoo existe na vida real, é comum nos três primeiros meses de gestação e incomoda a maioria das gestantes – segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 3 milhões de brasileiras sofrem com náuseas e vômitos durante a gestação.

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Só quem já passou por isso sabe o quanto incomoda sentir náusea de olhar pra um prato de comida ou sentir o cheiro de um perfume. Algumas mulheres chegam a perder peso nos três primeiros meses de gravidez porque não conseguem segurar alguns alimentos no organismo – o que não afeta o bebê, desde que as mães reponham as perdas. Um grande desconforto, sem dúvida, mas que pode ser controlado com medicação receitada por um especialista.

Desde o mês de abril, ginecologistas e obstetras brasileiros receberam novas recomendações de como tratar náuseas das grávidas. Descartadas algumas causas não relacionadas à gestação, como distúrbios gastrointestinais, origem visceral, estímulos químicos, entre outros, os especialistas podem tratar as gestantes com uma combinação de piridoxina e extrato de gengibre – única disponível no Brasil considerada classe A pelo FDA (Food and Drugs Administration).

Ser classe A significa que a medicação não apresenta qualquer risco para a gestante ou para o bebê. “Estudos demonstram que o gengibre é tão eficaz quanto a piridoxina no combate a náuseas e vômitos na gravidez. Doses de até 1000 mg diários de gengibre podem ser usadas sem preocupação”, explica o obstetra Corintio Mariani Neto, pai de Adriana, Renata e Cássio, autor da normativa da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), que regula o uso do medicamento.

É chato, mas passa!

Sentir enjoo também é um sinal de que está tudo bem com a gravidez, segundo o obstetra: “É comprovado que existe uma relação muito forte entre esse desconforto e um hormônio produzido pela placenta. Assim, o enjoo acaba funcionando como um indicativo de que a produção está equilibrada e que não há motivos para se preocupar. Se a paciente chega ao consultório dizendo que não sente nenhum enjoo, você fica mais preocupado”. Mulheres com gestação gemelar têm níveis hormonais mais altos, por isso tendem a ter enjoos durante os nove meses.

Para algumas mulheres, a sensação é tão forte que as impede até de sair de casa. De acordo com pesquisas internacionais, casos de náuseas e vômitos na gestação representam, além de aumento nos custos de saúde pública e prejuízo no mercado de trabalho, principalmente problemas psicológicos. “Um estudo americano mostra que 55% das mulheres grávidas se sentem deprimidas por causa disso”, conta o obstetra. E acabam recorrendo a receitas caseiras de mães, amigas, sogras e outras gestantes que já passaram pela mesma situação.

Tomar um chá, por exemplo, pode aliviar um pouco a sensação, mas algumas recomendações médicas com relação à alimentação ajudam muito, como: beber pequenas quantidades de líquido várias vezes ao dia, principalmente água e sucos de frutas; comer em pequenas quantidades a cada 3 horas, para não deixar o estômago vazio; comer um biscoito seco, do tipo água e sal, ao acordar; evitar alimentos gordurosos, condimentados ou picantes e ingredientes cujo cheiro incomode, escovar os dentes com pasta que não provoque náusea (pergunte ao seu dentista). E, quando estiver numa crise de enjoo, deite-se e espere passar. Durma o mais que puder, relaxe o corpo e a cabeça. Você pode!

Consultoria:

Corintio Mariani Neto, pai de Adriana, Renata e Cássio e avô de Felipe, Pedro Henrique e Alexandre, é médico obstetra, professor da Faculdade de Medicina da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo) e diretor da maternidade Leonor Mendes de Barros.