Gravidez

Trombofilia na gravidez: o que é, como afeta e quais são os riscos?

Trombofilia é uma condição rara que pode prejudicar a gestação - Reprodução/ Freepik
Reprodução/ Freepik

Publicado em 30/05/2024, às 14h00 por Vitória Souza


A trombofilia é uma condição rara caracterizada por aumentar o risco de formação de coágulos sangíneos, seja por fatores hereditários ou adquiridos. Este é um tema que vem preocupando cada vez mais dentre os especialistas da saúde, especialmente quando se trata de mulheres grávidas.

Barriga de grávida
Anticoagulantes injetáveis são usados para tratar a trombofilia durante a gravidez (Foto: Getty Images)

O diagnóstico precoce desempenha um papel fundamental na gestão da trombofilia, permitindo intervenções adequadas baseadas no uso de anticoagulantes, que devem ser administrados por via injetável em gestantes, seguindo uma prescrição médica rigorosa.

O tratamento adequado no momento certo é crucial para evitar complicações sérias tanto para a mãe quanto para o bebê, incluindo o risco de obstrução dos vasos sanguíneos que podem afetar órgãos vitais e a circulação na placenta.

O obstetra e ginecologista Morvan Eluf, alerta para a necessidade dos ginecologistas estarem vigilantes a sinais que possam indicar trombofilia durante a gravidez, como histórico de abortos recorrentes ou gestações complicadas por hipertensão, restrição no crescimento fetal e outros distúrbios.

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A trombofilia pode prejudicra o crescimento fetal (Foto: Freepik)

A detecção desta condição requer uma investigação laboratorial detalhada, porém, o custo elevado e a limitação de laboratórios para o exame são as principais barreiras para o diagnóstico do problema. Diante desses desafios, projetos de lei estão sendo discutidos tanto na Câmara Municipal de São Paulo quanto na Assembleia Legislativa do Estado, visando garantir o acesso a exames preventivos para trombofilia pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre as iniciativas legislativas destacam-se o Projeto de Lei 320/2015, já aprovado em primeira discussão e aguardando uma segunda votação. Além disso, na Assembleia Legislativa, tramita o projeto de lei 1094/2015, atualmente em análise pela Comissão de Finança, Orçamento e Planejamento. Essas propostas buscam assegurar que mulheres possam ter acesso aos exames necessários para o diagnóstico desta condição potencialmente grave durante a gravidez.

Projeto de lei SUS
Projeto de lei para mulheres fazerem o exame gratuito no SUS (Foto: Divulgação/ SUS)

Por que a trombofilia pode afetar a fertilidade

Pesquisas indicam que as trombofilias podem estar presentes em até 50% dos casos de tromboembolia, destacando-se como um elemento preocupante em complicações relacionadas à gravidez. De fato, estima-se que cerca de 75% das ocorrências de mortalidade neonatal estejam associadas a complicações derivadas dessa condição.

É importante lembrar que ser portador de trombofilia não quer dizer necessariamente que você vá desenvolver o problema. Entretanto, durante a gravidez, o corpo da mulher passa por adaptações que aumentam a capacidade de coagulação no sangue, isso porque o organismo tem como objetivo principal proteger a gestante contra hemorragias, principalmente aquelas que podem acontecer durante o parto.

Trombofilia fertilidade
A trombofilia pode afetar a fertilidade (Foto: Reprodução/ Freepik)

Consequentemente, esse mecanismo de defesa eleva consideravelmente o risco de trombose em gestantes, potencializando em até seis vezes mais em comparação com mulheres não grávidas. Como resultado direto, observa-se um aumento nos índices de perdas gestacionais e incidência de partos prematuros entre esse grupo.

Além dos riscos já mencionados, a trombofilia exerce um impacto negativo direto na fertilidade. Isso se deve, principalmente, ao fato de que alterações na irrigação sanguínea do útero podem afetar adversamente a composição do endométrio. Esse cenário é particularmente problemático para o processo de nidação, essencial para o sucesso da fecundação.

Glóbulos vermelhos
A trombofilia causa coágulos na corrente sanguínea (Foto: Freepik)

A presença de trombofilia pode também complicar significativamente a progressão da gestação. Disfunções relacionadas à vascularização placentária são comuns nesses casos, elevando consideravelmente os riscos de abortos recorrentes – sejam eles precoces ou tardios –, descolamento prematuro da placenta e restrição do crescimento fetal.


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