Gravidez

Risco de perder o bebê cai drasticamente assim que coração bate

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Publicado em 27/09/2012, às 21h00 - Atualizado em 31/03/2016, às 09h20 por Redação Pais&Filhos


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O momento em que se ouve pela primeira vez o coração do bebê é um dos instantes mais emocionantes de uma gestação. O coração é um dos primeiros órgãos que se desenvolvem no feto e, certamente, vai continuar sendo motivo de muitas emoções para toda a família. A identificação dos batimentos cardíacos é um sinal concreto de que a gravidez tem chances de se desenvolver bem.

Até que o coração do feto comece a bater, a chance de ocorrer um aborto natural é de 25%. A partir daí, essa estatística cai para 2%, até se completar a implantação do embrião, na 12ª semana, e a placenta começar a funcionar adequadamente.

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O coração da mãe, mesmo com todos os impactos e emoções, que uma gravidez provoca, bate cerca de 80 vezes por minuto. Já o do feto, tem frequência de 140 batimentos por minuto. Quase duas vezes mais rápido!

A formação

Até a quarta semana de gravidez, o feto é um blastócito que se transforma em um embrião, com três camadas. São elas: endoderma (camada interior), mesoderma (camada média) e ectoderma (camada externa). O coração e os vasos sanguíneos são derivados da mesoderna, explica o cardiologista Renato Assad.

Entenda por que o risco de aborto é maior até o terceiro mês

Na terceira semana de gestação, são formados dois tubos endocárdicos que irão se juntar e formar uma “coisa” só, em que já será possível perceber cinco estruturas: o bulbo aórtico, o bulbo cardíaco, o ventrículo primitivo, o átrio primitivo e o seio venoso. Essa “coisa” é o tubo cardíaco que, na quarta semana, se alonga e se curva em forma de “S”. Então, surgem os vasos intraembrionários, que vão se ligar à rede vascular do saco vitelino, que, entre outras coisas, é responsável pela nutrição do feto.

Na quinta semana, o tubo cardíaco vai se dividir em cavidades. Agora, após o início da separação entre o que é átrio e o que é ventrículo, elas ficam lado a lado. Tudo ficará prontinho por volta da oitava semana.

Possíveis problemas

Apesar de o primeiro batimento cardíaco acontecer na sexta semana, ele e os próximos movimentos do coração serão inaudíveis nos ultrassons transvaginais até 12ª ou 13ª semana de gestação. “Nesse estágio da gravidez, já é possível visualizar algumas características do coração, identificar os batimentos do coração fetal e, também, possíveis alterações anatômicas e funcionais”, explica Assad.

O ecocardiograma fetal – exame que avalia a estrutura e o funcionamento do órgão – é realizado entre a 16ª e 24ª semana. Assim, com um diagnóstico precoce, vai ficar mais fácil de tratar essas possíveis alterações. Em geral, as principais anomalias cardíacas em fetos são aquelas que envolvem problemas no desenvolvimento dos ventrículos, das válvulas ou das grandes artérias.

Cirurgias com o feto ainda dentro da barriga da mãe são feitas quando existem grandes chances de o bebê morrer, caso isso não seja realizado. “O principal objetivo é reverter o processo da doença, preservando e recuperando a estrutura cardíaca e sua função. Assim, a gravidade do caso pode ser reduzida no período pós-natal”, afirma o cardiologista.

O que também pode acontecer são alterações no ritmo do coração do bebê. Quando está muito acelerado, o fenômeno recebe o nome de taquicardia fetal; já quando está com um ritmo mais lento, bradicardia fetal. Nestes dois diagnósticos, existem duas opções de tratamento. Ou com injeções diretamente no feto ou com medicação por meio da mãe.

Há casos, também, em que o feto tem bradicardia fetal, que é bem tolerada por eles, e que, talvez, seja preciso implantar um marcapasso, ainda na vida intrauterina.

O coração da mãe, mesmo com todos os impactos e emoções, que uma gravidez provoca, bate cerca de 80 vezes por minuto. Já o do feto, a frequência é de 140 batimentos por minuto. Quase duas vezes mais.

Consultoria: Renato Assad, cardiologista do Hospital Samaritano.


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