Gravidez

Novos exames para grávidas

A ciência não só ajuda a grávida a se aproximar do bebê como também a detectar problemas de saúde

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

 

A tecnologia não é útil só na hora de comprar uma super babá eletrônica com vídeo ou um esterilizador a jato e portátil. Os exames lançados nos últimos dois anos mudaram muito (e para bem) a vida das grávidas. Conheça alguns.


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Teste de Trissomia Fetal

Inaugurado no Brasil em 2013, detecta Trissomias como a Síndrome de Down, a Síndrome de Patau e a Síndrome de Edwards. O teste, não invasivo e sem necessidade de dietas e cuidados específicos, é feito através de coleta de sangue e pode ser realizado a partir da 10ª semana de gestação por indicação do médico quando a mãe tem mais de 35 anos ou por opção dos pais. O valor, geralmente não coberto por convênio, gira em torno de R$ 2.700.

“É importante lembrar que este é um exame de rastreamento, e não de diagnóstico. Ele tem 99% de eficácia ao indicar apenas se existe alguma anormalidade”, explica a Dra. Rita Sanchez, Coordenadora Médica da Maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein, especialista em medicina fetal e mãe da Victória. “Se o teste indicar alguma alteração, a mulher deverá fazer a segunda etapa, o exame de cariótipo, que é invasivo e determina o diagnóstico. Trata-se da biópsia de vilo corial e amniocentese (em que é recolhido o líquido amniótico), em que coleta-se o material do útero com uma agulha. Por ser invasivo, oferece 1% de risco de aborto. Por outro lado, ele irá preparar melhor os pais para futuros problemas do bebê”, aponta.


aCGH

O nome é complicado: Hibridização Genômica Comparativa em arrays. Mas as soluções são simples assim: este exame detecta o número surpreendente de até 3 mil doenças causadas por alterações cromossômicas. Essas doenças em geral são silenciosas e nem sempre acompanham sinal de alerta no ultrassom ou tem correlação com a idade, saúde e história genética da família.

O exame aCGH detecta as doenças através de material do líquido amniótico. Ao contrário dos exames cromossômicos tradicionais por amniocentese, que identificava aberrações estruturais e grandes deleções (falta de um pedaço do cromossomo), o aCGH descobre também as microdeleções e as submicrodeleções e todos os 46 cromossomos.

O valor do exame gira em torno de R$ 4.900.


PLGF (Placental Grown Factor)

Novidade no Brasil, este exame identifica pacientes com risco de pré-eclâmpsia (síndrome hipertensiva na gravidez), doença que acomete de 5% a 7% das mulheres grávidas no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e apontada por especialistas como a maior causa de mortalidade de gestantes no Brasil. O teste consiste em uma coleta de sangue simples e pode ser feito já a partir da 9ª semana, junto com o perfil bioquímico. Com esses dados, pode-se realizar um cálculo de risco para o desenvolvimento da doença, com uma sensibilidade de 96% para pré-eclâmpsia precoce e 54% para tardia.

Este exame estará disponível em breve.


Ultrassom 4D HDLive

Para quem quer ver o bebê dentro da barriga com perfeito realismo e precisão, o ultra-som HDLive é uma ferramenta que tem a capacidade de observar volumes com uma fonte de luz que ajuda a aumentar a percepção da profundidadade. Ela revela com nitidez o sexo do bebê e detalhes escondidos, o que auxilia na detecção de possíveis malformações fetais ou lábios leporinos, por exemplo.

Os exames de ultrassom 4D podem custar até R$ 800 e há a opção de gravar. Porém, é sempre bom lembrar que nem todas as imagens vão ficar como se espera: tudo vai depender da posição do bebê, que deve estar, de preferência, com o rosto virado para fora da barriga, com bastante líquido amniótico na frente e sem a interferência do cordão umbilical.

Consultoria: Rita Sanchez, Coordenadora Médica da Maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein, especialista em medicina fetal e mãe da Victória