Gravidez

Nem uma gota na gravidez!

Beber álcool durante a gestação traz consequências sérias para a saúde do bebê e não há recomendação nem mesmo para ingestão de pequenas quantidades

Redação Pais&Filhos

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Álcool na gravidez

Entre os desejos que não podem e não devem ser realizados durante a gravidez é ingerir bebida alcoólica. Caso bata a vontade, não tome. Nem uma dose! E não se preocupe. Seu filho não nascerá com o rosto parecido com uma garrafa de cerveja ou de vinho. Se a mulher não ingere bebidas alcoólicas na gestação a criança nascerá mais saudável e será poupada de uma série de consequências que o álcool pode gerar para a saúde.

Apesar de alguns especialistas defenderem que o uso moderado não causa problemas de comportamento ou de desenvolvimento de habilidades mentais ao bebê, não há estudos conclusivos que provem este fato. “O melhor é ficar longe do álcool durante a gestação. Medidas como ingerir cervejas sem álcool ou água com gás e hortelã podem ajudar a diminuir a vontade da gestante”, explica Fabio Cabar, Doutor em Obstetrícia e Ginecologia e especialista em Reprodução Humana.

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“Os riscos para as gestantes que consomem vão desde o trabalho de parto prematuro até o aborto espontâneo”, comenta o especialista. O bebê pode nascer com sérios problemas, como desfiguração facial ou algum tipo de deficiência mental, dependendo da fase da gravidez e da quantidade de álcool ingerido.

O álcool pode também gerar a Síndrome do Alcoolismo Fetal (SAP), responsável por fazer o bebê nascer com alguma malformação e, em alguns casos, se manifestar até os 4 anos de idade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a cada ano 12 mil bebês no mundo nascem com a SAF ou 2,2 de cada 1.000 nascidos vivos. “A síndrome faz com que o crescimento do bebê seja tardio e reduz sua capacidade intelectual”, comenta Fabio Cabar.