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Grávidas e bebês precisam de cuidados dobrados no verão

Saiba quais são os principais problemas e o que fazer

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

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O verão ainda nem chegou e altas temperaturas já começaram a causar desconforto em muita gente. E, nesta época do ano, para gestantes e crianças esses incômodos podem ser ainda pior. Por isso, é preciso ter ainda mais cuidado com a saúde. Por exemplo: a temperatura corporal basal da gestante aumenta de meio a um grau desde o início da gravidez, principalmente devido a ação da progesterona no organismo, provocando calor excessivo.

Outro problema enfrentado pelas mães são as manchas na pele. “As alterações hormonais e o aumento de substâncias relacionadas à pigmentação da pele durante a gravidez influenciam no aparecimento de manchas”, explica a dermatologista Joana Tebar Figueira, mãe de Magaly e Aloísio. A principal maneira de preveni-las é usando protetor solar desde o início da gravidez. O ideal é aplicar o filtro meia hora antes de sair de casa.

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As mudanças hormonais também podem ser responsáveis por escurecer a pele em volta do nariz e da boca, o que é chamado de cloasma, que também pode acontecer devido à exposição aos raios solares sem proteção, predisposição genética e histórico familiar. “O ideal é usar protetor solar, FPS 30 ou maior, diariamente no rosto e em todas as áreas expostas do corpo, usar chapéu de abas largas e evitar o sol no horário entre as 10h e 16h, quando a radiação UVB é mais intensa” comenta a especialista.

“Nos dias mais quentes a gestante deve evitar a exposição direta ao sol, beber bastante líquidos e consumir alimentos saudáveis como frutas, legumes e verduras. No fim do dia, é importante repousar, elevando as pernas para que não tenha inchaço”, explica o Dr. Maurício Sobral, ginecologista e obstetra do Hospital Vila Nova Cachoeirinha, pai de Luiza e Beatriz.

Protetor solar para crianças?

Em crianças menores de seis meses o uso de protetor solar não é recomendado pelos médicos. “Nesta fase, a exposição solar tem que ser pequena: no máximo 15 minutos de duas a três vezes na semana, que é o suficiente para a produção de vitamina D”, explica a Dra. Joana. Após os seis meses, o filtro já pode ser utilizado. Segundo a médica, existem protetores específicos para essa idade que são chamados protetores solares físicos, com substâncias que refletem os raios ultravioletas e não os absorvem.

Além do protetor solar, que deve ser aplicado diariamente antes da exposição, o uso de chapéus, bonés e óculos também protege as crianças. Outro cuidado essencial é manter a hidratação bebendo bastante água. Não é preciso esperar ter sede, um sinal de que a desidratação já está começando.

Consultoria: Dra. Joana Tebar Figueira, mãe de Magaly e Aloísio, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Dr. Maurício Sobral, ginecologista, pai de Luiza e Beatriz, ginecologista e obstetra do Hospital Vila Nova Cachoeirinha.