Gravidez

5 respostas que toda mãe precisa saber sobre os efeitos da música durante a gravidez

A especialista Débora Munhoz responde a todas as nossas dúvidas sobre música e você vai querer colocar seu filho para escutar todas as suas playlists já!

Carolina Piscina

Carolina Piscina ,filha de Ana Maria e Osvaldo

música

Ouvir música faz parte do nosso dia a dia e todo mundo adora. Seja no caminho ao trabalho, para arrumar a casa ou até mesmo naquele momento para relaxar, em que não queremos pensar em nada. Porém, os benefícios para o bebê durante a gestação são muito maiores do que imaginamos, entenda:

 

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  1.    Quando a mãe ouve música durante a gestação, faz bem para o bebê?

Sim! Os bebês começam a receber os estímulos externos a partir do quarto mês da gestação e, dessa forma, o aprendizado começa. O bebê consegue ouvir através do abdômen da mãe e eles respondem a esses sons, muitos bebê se movimentam quando a mãe ouve música. “Muitas mães relatam que os bebês reconhecem depois de nascidos, as músicas que elas costumavam ouvir quando estes estavam ainda na barriga. As mães ensinam seus filhos mesmo antes de nascerem”, explica Débora Munhoz Barboni, mãe de Ana Beatriz, 7 anos, e professora de musicalização infantil..

  1.    Quais os tipos de músicas mais indicados?

As músicas mais indicadas são aquelas que fazem a mãe se sentir bem e tragam boas memórias. O ambiente também influencia na hora desse estímulo, lugares calmos e arejados são sempre indicados. Enquanto você está nesse momento, acaricie a barriga e converse com seu bebê, ele estará sentindo tudo! “É importante que ela visualize pensamentos positivos e cenas agradáveis enquanto relaxa com a música”, conta Débora Munhoz. Isso tudo fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho.

  1.   Muitas mães se sentem indispostas para as atividades diárias. A música pode ajudá-la a ter mais pique no dia a dia?

Com certeza. Não somente durante a gravidez, ouvir música pode trazer mais ânimo nas tarefas do dia a dia, dando mais disposição. Pesquisas científicas mostram que quando ouvimos uma música que gostamos, o cérebro produz a dopamina, que é o neurotransmissor que traz sensação de prazer. Débora Munhoz dá a dica: “Para acalmar e diminuir a ansiedade, a gestante pode ouvir músicas com melodias mais suaves como música clássica, sons da natureza, instrumentais com flauta de pan e canções de ninar.”

  1.    Qual a diferença entre bebês que receberam estímulos musicais na gravidez e os que não os receberam?

Durante a gravidez, a gente sabe que o bebê absorve quase tudo o que a mãe faz, desde os nutrientes da alimentação até os estímulos externos. Quando a mãe compartilha essas sensações com o filho, ele produz hormônios que irão ajudá-lo a criar conexões cerebrais para seu desenvolvimento. Ou seja, os benefícios da música durante a gravidez vão muito além da criação de vínculos, mas servem também para a formação do bebê.

  1.    Depois que o bebê nasce qual a importância dele escutar música periodicamente?

“A música é considerada pela neurociência como a campeã em ativar redes neurais no cérebro. A criança aprende através dos órgãos dos sentidos. As artes de um modo geral educam os sentidos da criança, melhorando a atenção e a concentração”, conta Débora Munhoz. A música na primeira infância tem o papel de fazer a criança brincar, interagir com os amigos, aguçar a percepção auditiva, assim como o senso rítmico. Tudo isso ajudará quando ela começar a ler e escrever. Mas atenção: não basta colocar a música para a criança ouvir, mais importante que isso, para o seu desenvolvimento, é a interação com pessoas que a amam.

 

Consultoria: Débora Munhoz Barboni, mãe de Ana Beatriz, 7 anos, e professora de musicalização infantil. Você pode conferir o trabalho dela na página Cantinho Musical, clique aqui