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Volta às aulas: como escolher a escola certa para o seu filho durante a pandemia

Saiba as dicas de ouro para acertar na escolha da escola dos filhos - iStock
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Publicado em 14/09/2020, às 08h55 - Atualizado às 09h44 por Cinthia Jardim, filha de Luzinete e Marco


Com a pandemia, apesar de ainda ser incerto, os meses de setembro e outubro são marcados pelo momento das matrículas e rematrículas para o novo ano letivo. Esperando por um cenário mais positivo em 2021, as questões mais comuns não podem ficar de fora quando o assunto é a escolha da educaçãodos filhos. 

Saiba as dicas de ouro para acertar na escolha da escola dos filhos (Foto: iStock)

Na hora de decidir uma nova escola ou optar por deixar as crianças na mesma, alguns pontos devem ser levantados pelos pais para se fazer uma boa escolha. Em uma conversa com Taís e Roberta Bento, embaixadoras da Pais&Filhos e criadoras do SOS Educação, esclarecemos as principais dúvidas, que vão te ajudar nessa jornada (superimportante!) em família. 

Ainda cansados pela situação de estresse prolongado, os pais têm dado um jeito de enfrentar esse desafio enorme que a pandemiatrouxe. “Isso gera um sentimento que pode ser ilusório em relação às escolas em que o filho não estuda. Pode parecer estranho, mas é exatamente isso: como está muito difícil lidar com as aulas remotas, a impressão que as famílias têm agora é que a escola vizinha, ou aquela em que algum conhecido tem os filhos, está conseguindo lidar com o desafio do ensino de forma mais eficaz”, explica Roberta e Taís.

Elas contam ainda que na maior parte dos casos, os pais sentem o desejo de que exista uma solução perfeita para o atual e inédito momento que estamos passando: “Não há metodologia, professor, equipamento que possa trazer soluções mágicas para desafios que são tão grandes. E cada aluno reage de forma diferente a um mesmo estímulo. Ou seja, aquilo que está funcionando para seu sobrinho ou vizinho, não vai, necessariamente, funcionar para seu filho”.

Mas afinal, o que é preciso buscar na escola para se fazer uma boa escolha?

As especialistas em educação definem a palavra “sintonia” como o mais necessário, pois a relação entre a família e a escola deve ser, principalmente, uma via de mão dupla: “Pode parecer vago ou abstrato nesse momento, mas conhecer a Coordenação da escola e perguntar quais foram os maiores desafios enfrentados ao longo dos últimos seis é o melhor caminho agora. Caso os pais estejam mudando o filho de escola, é importante ser sincero sobre o que gerou a decisão pela mudança e a compreensão de que, seja qual for a metodologia proposta, o aprendizado sempre dependerá do envolvimento e esforço do aluno. É fundamental então entender que tipo de suporte a escola oferece para que novos alunos passem pelo processo de adaptação sem maiores problemas”.

Caso os pais já conheçam a família de outras crianças que estudam na instituição, eles podem (e devem!) trocar informações sobre o assunto e discutir quais são os pontos fortes e fracos a partir da visão de quem já está lá. Mas, Tais e Roberta alertam: “É preciso ouvir mais de uma família, para ter visão de pessoas diferentes”.

Sobre os diversos ambientes que a escola pode oferecer, os adultos precisam se informar de como a convivência e interação acontecem neles: “Para cada espaço ou recurso que a escola apresentar, os pais devem perguntar como é usado e com que finalidade. Um lindo espaço repleto de equipamentos modernos só faz sentido a partir do uso que é proposto e do objetivo a ser alcançado no desenvolvimento das crianças”.

Se os pais não conhecem a instituição de ensino ainda, quais são as principais dicas antes de fechar a matrícula dos filhos?

Antes de fazer a escolha, além de pesquisar bastante, é importante que os pais conheçam a equipe de Coordenação da escola e levantem todos os questionamentos e dúvidas, pois, afinal, esse é o momento certo para isso: “A equipe de admissão também precisa ser bem preparada para apresentar a escola de forma clara e com paciência para que a família possa tirar suas dúvidas. Contudo, não é com essa equipe que a mãe e o pai vão conviver ou buscar ajuda quando os desafios do dia a dia de aluno chegarem. Conhecer a coordenação antes de fechar a matrícula pode eliminar muito estresse e desconforto no futuro. E acreditar no sentimento gerado por essa conversa. Quando não há sensação de segurança ou não acontece o “match” com a equipe de coordenação, há grandes chances de que a relação com a escola se torne pesada, gerando desconforto mesmo em situações que poderiam ser resolvidas de forma simples”.

Como as escolas podem passar segurança às famílias mesmo sem a visita presencial acontecer?

Roberta e Taís reforçam que a boa e velha conversa olho no olho não pode deixar de acontecer, mesmo em tempos de pandemia! “Mesmo que com uma tela entre esses dois olhares, é a melhor forma de passar segurança. Contar sobre o tipo de suporte que oferecem para os alunos e como trabalham o desenvolvimento de competências, não somente ensino do conteúdo, também ajuda. É interessante também ter um vídeo bem produzido, no qual os espaços da escola possam ser vistos pelos pais. A segurança que os pais buscam está na apresentação da escola em um linguagem simples, sem uso exagerado de termos técnicos, que pouco esclarecem ao pai o que se espera do alunoe da família e o que a escola se propõe a fazer”.

O ensino híbrido pode ser uma tendência para os próximos anos, como forma de auxiliar os conteúdos (Foto: iStock)

O formato híbrido de ensino veio para ficar, mesmo após a pandemia?

Com os desafios de 2020, o formato híbrido, que mescla as aulas presenciais com as online, pode continuar acontecendo como forma de auxílio nos mais diversos conteúdos, inclusive para a recuperação daqueles em que a criança apresentou dificuldades.Eledeve ser o segundo passo após o retorno dos alunos para reforço e acolhimento. Mas, assim que tivermos a vacina e a segurança para retomar o formato presencial, essa será a melhor opção. A tecnologia deve permanecer como recurso que pode ajudar na recuperação de conteúdos que não tenham sido aprendidos pelos alunos e vai entrar também como ferramenta que ajuda na personalização do ensino. A dose é que vai ser ajustada para o ideal: nada de horas a fio com aulas remotas!”.

Quando voltarem para o ensino presencial, as crianças podem ter algum atraso na educação? O que fazer nestes casos?

Com a defasagem dos mais diversos conteúdos nas aulas em casa, o estresse prolongado, incertezas e medo, podem acabar afetando e influenciando que as condições não se favoreçam ao aprendizado. “As escolas estão se preparando para fazer avaliações diagnósticas e para oferecer momentos de recuperação e reforço aos alunos que precisarem. E, além disso, o ano letivo de 2021 vai ser um ano diferente: os alunos estudarão os conteúdos referentes à série que estarão cursando, enquanto retomam conteúdos da série anterior. E isso deve se estender para 2022, até que tenhamos tirado a defasagem que vai ficar como consequência desse período que vivemos agora”. Como dica, elas sugerem que os pais perguntem a nova instituição como essa defasagem de ensino será coberta, já que acontecerá com diversos alunos depois de tantos meses longe da escola

Depois de tantos meses em casa, meu filho pode ter ficado mais dependente de mim? Como lidar com a situação?

Felizmente, as crianças se adaptam facilmente às mudanças, inclusive quando o aprendizado é favorecido e elas seguem os passos de outros alunos. “Ser aluno estando presencialmente na escola é o processo natural. Poder conviver com os colegas, ter diferentes espaços em que o aprendizado é estimulado e sentir a segurança dos profissionais envolvidos na educação formal traz maior fluidez para o processo de aprendizagem”, explica Taís e Roberta Bento. Para um processo mais tranquilo, as crianças podem contar com a ajuda da família, incentivando a autonomia e independência, mesmo com os filhos ainda estudando em casa durante a pandemia. “O retorno ao cem por cento presencial, quando puder acontecer, será mais tranquilo do que esses desafios todos que já enfrentamos desde quando as escolas precisaram fechar”.

Quais medidas de segurança e prevenção as escolas e o meu filho precisam continuar tomando em 2021?

Apesar de parecer que é algo que vai acontecer apenas na pandemia, a lavagem constante das mãos e o uso do álcool gel vieram para ficar! Com isso, é importante que as famílias continuem incentivando esse processo, além dos protocolos de segurança determinados pelas autoridades de saúde. “Eles devem ser rigorosamente seguidos, para a segurança dos funcionários, professores, alunos e famílias. Como a pandemia vem ocorrendo em ondas que atingem diferentes regiões do Brasil com intensidade variada em momentos diversos, é preciso acompanhar de perto e atentamente o que for determinado pelas autoridades do município e região em que a escola está localizada. E a firmeza para garantir que as regras sejam seguidas será um dos desafios a serem enfrentados, mas que vale totalmente o esforço. A saúde precisa estar em primeiro lugar sempre!”, concluem


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