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Varíola dos macacos: cientistas debatem sobre transmissão aérea do vírus

Varíola dos macacos: cientistas debatem sobre transmissão aérea do vírus - Getty Images
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Publicado em 11/06/2022, às 15h39 por Redação Pais&Filhos


Segundo informações dadas pelo jornal O Globo, as autoridades dos Centros de Controle de Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, descartaram a ideia de que o vírus da varíola dos macacos se espalhe pelo ar. Eles afirmaram que a transmissão pode acontecer por gotículas respiratórias durante um contato próximo com um paciente infectado, mas que não acontece entre distâncias mais longas.

De acordo com o jornal, as autoridades explicaram que o vírus é geralmente transmitido pelo toque físico direto com feridas ou materiais contaminados de uma pessoa com a varíola. Embora a transmissão por gotículas respiratórias seja incomum de acontecer, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para cuidados.

A especialista em vírus aéreos da Virginia Tech, Linsey Marr, ainda comentou sobre a possibilidade de contaminação através do ar: “A transmissão aérea pode não ser a via dominante de transmissão nem muito eficiente, mas ainda pode ocorrer”, disse a especialista. “Acho que a OMS está certa e a mensagem do CDC é enganosa”, acrescentou segundo informações do jornal.

Varíola dos macacos: cientistas debatem sobre transmissão aérea do vírus
Varíola dos macacos: cientistas debatem sobre transmissão aérea do vírus (Foto: Getty Images)

Em orientações publicadas na última quinta-feira, 09 de junho, o CDC comentou que a varíola dos macacos “não é conhecida por permanecer no ar e não é transmitida durante curtos períodos de espaço aéreo compartilhado”. A declaração seguiu um artigo do New York Times publicado na terça-feira 07 de junho, no qual cientistas descreveram incertezas sobre a transmissão do vírus.

A diretora do centro, Rochelle Walensky, também comentou: “O que sabemos é que aqueles diagnosticados com varíola dos macacos neste surto atual descreveram contato físico próximo e prolongado com outras pessoas infectadas com o vírus”, disse a diretora. “Isso é consistente com o que vimos em surtos anteriores e com o que sabemos de décadas estudando esse vírus e vírus intimamente relacionados”.

De acordo com informações do jornal O Globo, o especialista em transmissão aérea da Universidade de Maryland, Dr. Donald Milton: “A agência está certa em garantir ao público que o surto não é uma ameaça para a maioria das pessoas, porque a varíola não é tão contagiosa quanto o coronavírus”, disse especialista. “É improvável que a transmissão aérea seja um risco para qualquer pessoa além dos cuidadores imediatos”, continuou. Ele ainda alertou que descartar totalmente a possibilidade não é o correto.

Linsey Marr ainda disse que “é possível que a transmissão aérea esteja ocorrendo mais do que imaginamos”, comentou a especialista.

Varíola dos macacos: quais os sintomas e o que se sabe até o momento sobre a doença

Seja nos jornais ou nas redes sociais, você provavelmente já ouviu alguma coisa sobre a varíola do macaco por aí. A doença tem causado preocupação ao redor do mundo, com o aumento repentino dos casos, e tem causado também muitas dúvidas. Na Europa, já são mais de 50 casos, inclusive em um brasileiro, na Alemanha. A doença também começou a chegar perto de nós aqui do Brasil, com o primeiro caso sendo confirmado na Argentina.

Com essa ‘explosão’ de casos, é natural que comecem a surgir várias dúvidas e preocupações sobre o assunto. Afinal, a varíola já não estava erradicada? É possível que essa doença chegue no Brasil? Estamos frente a uma possível nova pandemia? Conversamos com o Dr. Filipe Prohaska, infectologista da Oncoclínicas, pai de Letícia e Luisa, que esclareceu as principais questões sobre a doença.

Varíola do macaco: quais os sintomas e o que se sabe até o momento sobre a doença

A varíola já não estava erradicada?

A resposta é sim! Isso mesmo, se você ouviu por aí que a varíola já estava erradicada, você não foi alvo de uma fake news. A varíola, aliás, foi uma das primeiras doenças a ser completamente erradicada, há mais de 40 anos, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) certificou seu fim em 1980, após uma bem-sucedida campanha de vacinação global. A doença, no entanto, está voltando a aparecer devido a uma nova variante. Leia aqui a matéria na íntegra.


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