Família

Tio pode tudo! Quanto mais legal você for, melhor vai ser para o seu sobrinho

Eles desempenham um papel muito importante na vida da criança

Redação Pais&Filhos

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Gravidez. Uma criança a caminho. Todo mundo ansioso para conhecer o novo integrante da família. Os pais fazem mil planos e ficam imaginando como vai ser ter os filhos nos braços pela primeira vez. Os avós ficam felizes em saber que logo, logo vão ter aquela gostosa agitação de criança correndo pela casa. Os padrinhos já pensam nos primeiros presentes e em como vai ser especial ver esse afilhado crescer de perto. Mas e os tios? Onde eles se encaixam nessa história?

E depois que o sobrinho nasce as emoções e as responsabilidades só aumentam. “O tio é aquela pessoa descontraída, que tem o papel de dar um alívio para os pais e para a criança. Num momento de conflito ou quando a criança precisa conversar com alguém, ela pode recorrer aos tios”, explica a psicóloga Daniela Bisorde, mãe de Manoella, Stella, Fabrizio e Gabriela.

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Por que os avós são tão importantes?

“Minha família tem o hábito de se reunir aos domingos e antes de almoçar nós sempre oramos. Da segunda vez, meu irmão se voluntariou e disse: “Que Deus nos abençoe e cuide do novo irmãozinho da Laura!”. Aí eu comecei a chorar! (risos)”, comenta Débora Fernandes, tia de Laura e do Antônio que ainda vai chegar.

Débora Fernandes é tia de Laura e está animada para amar muito o sobrinho Antônio que ainda vai chegar (Foto: Shutterstock)

Débora Fernandes é tia de Laura e está animada para amar muito o sobrinho Antônio que ainda vai chegar (Foto: Arquivo Pessoal)

Os tios precisam ser refúgio

A criança tem que saber que pode contar com ele se precisar. E nós sabemos que tem aqueles assuntos que eles preferem conversar com outras pessoas, então, por que não correr para os tios? “Essa relação deve ser construída diariamente e fortalecida. A criança precisa se sentir a vontade com os tios. Eles são um porto seguro”, diz a psicóloga Daniela.

“Eu fico lisonjeado em poder saber que elas acabam recorrendo a mim, para contar sobre as mil coisas que aconteceram, mas não estavam a fim de contar para os pais”, comenta Samuel Ferreira Júnior, tio de Jemima e Késia.

Samuel fica todo orgulhoso quando as sobrinhas Jemima e Késia o procuram para contar como foi o dia (Foto: Arquivo Pessoal)

Samuel fica todo orgulhoso quando as sobrinhas Jemima e Késia o procuram para contar como foi o dia (Foto: Arquivo Pessoal)

Os tios precisam ser divertidos

Tem coisa melhor do que rir muito, brincar e passear? Se você fizer isso, vai estreitar a relação com os seus sobrinhos, sem contar que as recordações da infância serão sempre boas quando a criança se lembrar do tio.

A Patrícia Battaglia, tia de Cacau, Nina, Felipe, Antônio e Julian contou para a gente que faz mais o papel de tia que “estraga”. “As minhas irmãs mais velhas talvez sejam mais educativas. Mas eu e meu irmão somos os tios mais engraçados, que brincam e divertem. Eu por exemplo, raramente dou bronca nos meus sobrinhos”.

“De chato já bastam os tombos que eles vão levar. Eu quero ser aquele cara que eles encham a boca para falar e sempre queiram fazer algo junto”, diz Vinicios Oliveira, tio de Luiz Fernando e Larissa.

Os tios precisam educar

Mas não dá para fugir muito da raia. “O tio pode ajudar a educar sendo uma referência boa para a criança”, exemplifica a psicóloga. As crianças são espertas e gostam de imitar tudo que os adultos fazem. O tio deve ser um exemplo, e pode sim corrigir a criança quando for necessário.

Vinicios Oliveira se diverte com os sobrinhos Larissa e Luiz Fernando (Foto: Arquivo Pessoal)

Vinicios Oliveira se diverte com os sobrinhos Larissa e Luiz Fernando (Foto: Arquivo Pessoal)

Os tios precisam aprender

Como toda boa experiência, sempre dá para aprender enquanto você desempenha seu papel de tio. As crianças com frequência ensinam muito mais do que aprendem. O Vinicios aprendeu com os sobrinhos que não se pode nunca dispensar um abraço. “Aprendi a valorizar as coisas mais simples e a rir de novo com os desenhos animados!”

Patrícia aprendeu com os sobrinhos Antônio e Nina a valorizar as diferenças (Foto: Arquivo Pessoal)

Patrícia aprendeu com os sobrinhos Antônio e Nina a valorizar as diferenças (Foto: Arquivo Pessoal)

“A Cacau quando tinha uns três aninhos, perguntou por que eu não ando. Eu expliquei e ela falou: Então tá! Vamos brincar? Ela me ensinou a não ligar para as diferenças”, comenta Patrícia, que é cadeirante.  “Minha irmã resolveu contar a novidade [a gravidez] no dia do meu aniversário de 18 anos, foi um momento super marcante para mim”, relembra.

E por que não juntar tudo isso que a gente mencionou em um conto só? O tio pode ser porto seguro, brincalhão, referência, aprendiz e com certeza muito especial.

* Por Jessica dos Anjos, filha de Adriana e Marcelo.