Família

Sem se perder no Carnaval

Mantenha as crianças sob a sua vista o tempo todo nos bailes e bloquinhos

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Os eventos cheios de gente do Carnaval pedem atenção redobrada com as crianças, pois uma simples distração pode fazer com que se percam na multidão, transformando a festa em pesadelo.

Zelar pela segurança dos filhos é tarefa para os adultos, mas existem algumas orientações que os pais devem dar às crianças para o caso de, de repente, elas se verem sozinhas.

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Diversão com cuidado

Se a sua família vai em bando cair na folia, é importante prestar atenção especial nas crianças. A pediatra Renata Waksman, do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria, afirma que a supervisão atenta de pais e responsáveis é o mais importante para evitar esse tipo de problema.

Incluir uma identificação na roupa das crianças, com nome dos responsáveis e telefone, é uma forma de facilitar a comunicação. O gerente do programa SOS Crianças Desaparecidas, da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), Luiz Henrique Oliveira, reforça que, em caso de crianças muito pequenas ou com necessidades especiais, vale costurar essas informações na fantasia. Neste Carnaval, uma das iniciativas do programa para ressaltar a importância do cuidado com as crianças é distribuir pulseiras de identificação em locais estratégicos, como rodoviárias.

Uma das principais causas de desaparecimento de crianças, segundo Oliveira, é a ingestão de bebidas alcoólicas pelos pais, pois isso afeta os reflexos e  facilita a distração, o que pode resultar no afastamento da criança. E poucos segundos não suficientes para que ela desapareça.

Preparados para qualquer situação

Mesmo com todos em alerta, pode acontecer de a criança se perder no meio da multidão. Diante dessa situação é preciso que os pais e as crianças, dentro das suas possibilidades, colaborem para que o reencontro aconteça o mais depressa possível.

Renata diz que é necessário conversar sobre o assunto desde cedo, e de um jeito que os filhos entendam.  “A partir dos dois anos de idade, os pais podem começar a falar para os filhos sobre o quão importante é ficar perto em locais públicos. Mas também devem alertá-los caso eles se percam”.

Para crianças muito pequenas, Renata diz que o melhor é orientá-las a ficarem paradas onde estão. Assim será mais fácil a localização – é só você fazer o caminho de volta, passando pelos lugares que esteve com seu filho.

Dos cinco anos para cima, o melhor é procurar ajuda de um adulto. Oliveira diz que tanto os pais como as crianças devem pedir ajuda a uma autoridade mais próxima, como um guarda ou um profissional do evento (devidamente identificado).

Bronca não é a solução

Quando reencontrar a criança, a melhor atitude é esperar o susto passar e avaliar de forma racional em qual momento houve a distração.

“Não adianta dar bronca, bater ou gritar com o filho. Isso pode ocasionar um trauma na criança”, explica Oliveira.

Renata conta que crianças são atraídas por brinquedos, bichos e pessoas da mesma idade. Nesse caso, o melhor a fazer depois de um susto é tentar estabelecer uma relação de parceria com os filhos, conversando sobre o que aconteceu, mas sem deixar a responsabilidade na mão deles.

Consultoria: Renata Waksman do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente. Mãe da Muriel e do Ricardo.

 

Luiz Henrique Oliveira,  gerente do programa SOS Crianças Desaparecidas, da Fundação da e Adolescência (FIA), no Rio de Janeiro. Pai da Júlia.