Família

Reconstruindo a pirâmide

A pirâmide alimentar brasileira mudou; entre as diferenças estão a inclusão da quinoa e a do cereal matinal

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

A gente sabe que manter uma alimentação saudável, aliada ao exercício físico, é a melhor forma de ter saúde em dia. Mas, pelo visto, nós brasileiros não estamos comendo de forma adequada, segundo dados da última Pesquisa de Orçamento Familiar (POF- IBGE).

Para orientar a população sobre a importância de uma alimentação saudável na manutenção da boa saúde, a pesquisadora Sonia Tucunduva Philippi, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, redesenhou a velha pirâmide com os alimentos que devemos comer diariamente – desde a base mais larga, com aqueles mais necessários, até o topo mais fino, com o tipo de alimento que devem ser comidos em menor quantidade. Pois é, aquela velha pirâmide foi redesenhada este ano, com o objetivo de melhorar a qualidade da dieta dos brasileiros, já que este é o instrumento mais utilizado no País para nortear qualitativa e quantitativamente o padrão alimentar da população.

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Entenda o que mudou

Distribuição dos alimentos: no desenho atual, os alimentos estão distribuídos na Pirâmide Alimentar em oito grupos de alimentos e em quatro níveis, de acordo com o nutriente que mais se destaca na sua composição. Para cada grupo são estabelecidos valores energéticos, fixados em função da dieta e das quantidades dos alimentos, permitindo estabelecer os equivalentes em energia (kcal).

Foram incluídos alimentos em cada um dos grupos alimentares:

– Grupo do arroz, pão, massa, batata, mandioca: destacou-se a presença do arroz integral, pão de forma integral, pão francês integral, farinha integral, biscoito integral, aveia, e inclusão da quinoa e do cereal tipo matinal;

– Grupo das frutas: houve o realce maior para as frutas regionais: caju, goiaba, graviola e a inclusão dos sucos e salada de frutas.

– Grupo das verduras e legumes: foram incluídas as folhas verdes escuras, repolho, abobrinha, berinjela, beterraba, brocolis, couve flor, cenoura com folhas, e a salada com diferentes vegetais.

– Grupo do leite, queijo e iogurte: maior visibilidade a todos os alimentos do grupo como fonte importante de riboflavina (B2) e principal fonte de cálcio na alimentação. Iogurte apresenta alto valor nutricional.

– Grupo das carnes e ovos: maior destaque para os peixes do tipo salmão e sardinha e peixes regionais e para os cortes mais magros e grelhados, frango sem pele e ovos.

– Grupo dos feijões e oleaginosas: o feijão e a soja como preparação culinária, a lentilha e o grão de bico, e as oleaginosas como castanha do Brasil e castanha de caju

– Grupo dos óleos e gorduras: houve destaque para o azeite.

– Grupo de açúcares e doces: colocou-se o chocolate e o açucareiro.

É bom lembrar que a alimentação deve ser composta por 4 a 6 refeições diárias, distribuídas em três refeições principais (café da manhã, almoço, jantar), com 15 a 35% das recomendações diárias de energia, e em até três lanches intermediários (manhã, tarde e noite), com 5 a 15% das recomendações diárias de energia.