Família

Professora de enfermagem dá aula com bebê de aluna no colo e vídeo viraliza

Kate Middleton e Príncipe William

Publicado em 15/09/2022, às 14h20 - Atualizado em 16/09/2022, às 14h47 por Redação Pais&Filhos


Um vídeo de uma professora segurando um bebê enquanto dá aula viralizou nas redes sociais. O registro foi compartilhado pela estudante de enfermagem Natália Nascowight, mãe da criança de 7 meses, a Ester. As imagens foram registradas em agosto, durante uma aula de farmacologia, mas só ganhou relevância na web na última semana. ‘Não tinha intenção de viralizar, foi só uma brincadeira’, contou Natália.

“Eu postei o vídeo totalmente despretensiosa. Inclusive, nem era vídeo que eu ia fazer. Fui tirar uma foto da professora com a bebê, meu celular estava no modo vídeo e eu não percebi. […] Não tinha intenção de viralizar, não postei nenhuma legenda específica, nenhuma hashtag, nada disso”, reforça a mãe.

Natália tem outros dois filhos: Natan, de 6 anos e Lívia de 3 anos. “Eu estudo no turno da noite e eles ficam com meu esposo. Geralmente, quando eu saio, já deixo pelo menos dois dormindo, mas não gosto de deixar os três acordados porque eu sei o trabalho que eles dão para dormir sem mim”, contou.

A professora Débora Rufino, que também é filha de professores, e contou ao G1 que é apaixonada pela arte de ensinar e se preocupa de os estudantes compreenderem o assunto. Ela leciona para uma turma de enfermagem de uma faculdade do Recife. “Foi muito intuitivo e natural, eu estou terminando medicina e pretendo ser psiquiatra infantil. Daí minha aptidão com crianças. Peguei a criança e dei para ela a atenção que um bebê requer”, disse a professora Débora Rufino para o g1.

A professora lembra ainda que ao segurar a bebê, todos puderam se concentrar melhor na aula, que fluiu bem. “Quando falamos em cursos da área da saúde, estamos formando seres humanos para lidar com seus pares. Dessa forma, no dia da aula, a aluna precisou levar sua filha de meses e não se concentrava, preocupada com o bebê. A turma estava no momento ‘fofura’ vendo a bebê conversar comigo. Afinal, eu era a única que estava falando”, explica.

Débora diz que essa não foi a primeira vez que cuidou de um bebê para os alunos de concentrarem.  “Acredito que a gente tem que fazer com os outros aquilo que queria que fosse feito conosco. Sou mulher e não sou mãe. Sei o quanto é difícil conciliar o feminino com nossas ambições profissionais”, contou Débora.

A professora reforça ainda que as faculdades precisam oferecer uma estrutura melhor para as estudantes que são mães. “Se todas as alunas levassem seus filhos, seria inviável para o conhecimento como discente. Nesse caso, foi possível pela empatia mesmo e por ser um caso isolado. O que podemos pensar é em oferecer estrutura para que essas mães consigam ir às suas aulas sabendo que suas famílias estão seguras”, afirmou.

Mas, a empatia não é uma virtude de todos. Natália teve que lidar com algumas críticas nas redes socais. “A gente não pode aceitar isso. Eu sou uma pessoa muito reservada, mas depois que esse vídeo viralizou, isso mudou um pouco a minha mente. Percebi que nós, mães, temos voz. O mundo é feito de mães, a sociedade tem que aceitar as mães e as crianças. Tem que entender que ninguém nasce adulto”, declarou.

Ela descobriu ainda que até mesmo alguns colegas de sala também se mostraram incomodados. Uma colega de classe, que representa a turma, relatou que dois alunos reclamaram que a criança em sala atrapalhava. “Não estava atrapalhando a aula com a ponto de incomodar, chorando. Eu tenho a noção de não deixar ela ficar lá atrapalhando a aula, sabe? Então, se isso acontecesse, eu iria sair da sala com ela. […] Falta de compreensão, empatia, de se colocar no lugar dos outros”, finaliza a mãe.

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