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Orgulho! Filha se forma com honras em homenagem a mãe com síndrome de Down

Reprodução / Arquivo da família
Reprodução / Arquivo da família

Publicado em 02/02/2021, às 08h17 - Atualizado às 08h19 por Camila Montino, filha de Erinaide e José


Cristina se formou com honras para dar orgulho à mãe, de 66 anos, com síndrome de Down. Ela, que mora em Morrinhos, em Goiás, conta que a mãesempre foi muito carinhosa e passou por momentos difíceis. Em relato ao Razões para Acreditar, ela deu detalhes sobre a história surpreendente da mãe.

(Foto: Reprodução / Arquivo da família)

Izabel Rodríguez,  é a mais nova de 19 irmãos e sempre sofreu um tratamento diferente. Quando criança, era hiperativa e tinha dificuldade para se comportar como o ‘padrão’. Ela tinha muitos amigos imaginários, mesmo já adulta. Os pais a tiraram da escola mais cedo porque ela tinha problemas de aprendizagem.

Já adulta, no trabalho, ela mentia constantemente dizendo que ia ao banheiro e, em vez disso, ia para o pátio brincar com os amigos imaginários. Muita gente, inclusive os próprios pais, acreditava que Izabel tinha algum distúrbio psicológico.

Izabel conheceu José Ribeiro, aos 25 anos, e logo se casou. Porém, por muitos anos o casal teve problemas para ter filhos e decidiram ir ao médico. Foi então que aos 35 anos, Izabel descobriu que tinha síndrome de Down, o que explicava os problemas de fertilidade e comportamentos ‘estranhos’.

Apesar de todos os prognósticos, Izabel engravidoude Cristina, que nasceu sem nenhuma malformação genética, contrariando as expectativas, já que pelo menos 50% das crianças nascidas de pais com síndrome de Down nascem com alguma alteração genética.

Cristina conta que teve uma infância normal, mas sabia que a mãe não era como as outras. Um dos acontecimentos que mais abalou a filha aconteceu na escola, quando os alunos aprendiam sobre genes e a professora falou sobre síndrome de Down.

Cristina então falou da mãe para a professora, que disse que era impossível para uma mulher com síndrome de Downter filhos porque eles são inférteis. “Estremeci, porque pensei que poderia ser adotada. Fui ver meu tio, que me contou sobre a síndrome, e ele me mostrou fotos de minha mãe grávida. Também fui ao médico da cidade, que confirmou que apesar de não ser muito comum, uma pessoa com síndrome de Down pode ter filhos”, lembra.

Orgulho!

(Foto: Reprodução / Arquivo da família)

Agora, Cristina chegou se formou  com honras na universidade, e ela só conseguia lembrar de uma pessoa: a mãe. “Um primo, muito mais velho que eu, disse que ninguém acreditava que meus pais seriam capazes de cuidar de mim, muito menos me formar. Ninguém acreditava que eles fossem capazes. Mas fiz questão de dar a eles esse orgulho”, disse.

Cristina não só conseguiu dar início a uma carreira como também encontrou um parceiro de vida e teve os próprios filhos. Ela se tornou um exemplo para a mãe, os papéis de mãe e filha meio que se inverteram, mas o amor das duas aumenta a cada dia.


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